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sábado, novembro 26, 2011

Emater reúne aldeias Munduruku em Jacareacanga para planejar assistência técnica

Cinquenta lideranças de 20 aldeias da terra indígena Munduruku, em Jacareacanga, no sul do Pará, estarão reunidas com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) na semana que vem, de segunda (28) a sexta-feira (2), para a 1º Oficina de Capacitação para a Elaboração e Implantação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Munduruku de Forma Participativa. Também participarão do encontro a Fundação Nacional do Índio (Funai), a prefeitura e a Associação Indígena Mundukuru.
A terra indígena Munduruku representa um território de mais de dois milhões de hectares, com a habitação de 10 mil indígenas de 120 aldeias, que vivem principalmente de roças de subsistência (mandioca e milho), sem tradição de exploração comercial organizada. Algumas dessas aldeias padecem de certo isolamento geográfico, com localização a dois dias de viagem de voadeira a partir do centro de Jacareacanga ou a mais de uma hora de vôo de avião de pequeno porte.
Somente a partir deste ano, com a parceria da Emater, a cadeia produtiva da mandioca tem se estruturado, com iniciativas de capacitação e melhoria da qualidade da farinha, e novas atividades começaram a ser incorporadas, como a criação de galinha caipira, cuja carne 15 indígenas de duas comunidades têm fornecido como merenda escolar para a secretaria municipal de educação. “Queremos coordenar e conversar mais sistematicamente sobre um trabalho que a Emater vem consolidando nas aldeias, com apoio aos cultivos de mandioca e milho e à atividade do artesanato”, conta o chefe do escritório local da Emater, o técnico em agropecuária Raimundo Delival.
A proposta inicial, diz, é auxiliar no direcionamento comercial das cadeias produtivas, com qualificação dos produtos, acesso a tecnologias e capacitação – sempre se respeitando o contexto cultural das tribos. “De modo que a assistência técnica e a extensão rural contribuam para a manutenção dos territórios indígenas e para a preservação da biodiversidade”, completa a socióloga da Emater Graça Amaral.
De acordo com a Emater, a oficina se realizará sob metodologias específicas: não intervencionistas, mas colaborativas: “Esse será um momento de consulta, em que os próprios indígenas indicarão seus interesses e quando avaliaremos juntos – aldeias, Emater, Funai e prefeitura – como conciliar tais demandas com ações viáveis das instituições”, explica Amaral. Afirma ainda: “Pretendemos romper com o paradigma de que Ater se faz com um modelo pronto. O planejamento das nossas ações será conduzido pelos indígenas, a partir da visão e necessidade deles”.
Aline Miranda - Ascom Emater
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