Segundo pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a maior parte dos brasileiros atribui o desemprego à falta de qualificação ou experiência profissional. A situação foi apontada por 23,7% das pessoas que estão nesta situação e foram ouvidas em janeiro no levantamento. Existem ainda outros fatores para o desemprego, como falta de trabalho na área de concorrência, processos seletivos complicados, salários baixos e até discriminação.
Nenhum fator, porém, é tão relevante quanto a falta de qualificação. Levando em consideração que o problema também atinge a cadeia do turismo, a Companhia Paraense de Turismo (Paratur) lançou nesta quarta-feira (3) o Plano Emergencial de Qualificação Profissional, que começa com um termo de cooperação assinado com a Escola de Governo do Pará (EGPA).
O diretor-presidente da EGPA, Ruy Martini Filho, destacou a importância da parceria no contexto dos investimentos do governo do Estado na qualificação. “A Escola de Governo é uma casa do conhecimento, onde refletimos que a capacitação não pode ser uma ação superficial. É impossível pensar em políticas públicas sem pensar em quem está na ponta desse processo, que são os servidores”, enfatizou.
Aprimoramento - Rui Martini diz que é louvável a iniciativa da Paratur em firmar parcerias para que os servidores do turismo possam se aprimorar em conhecimentos na área em que atuam e em outras oferecidas pela EGPA. O presidente da Paratur, Adenauer Góes, lembrou que “a partir da assinatura deste termo a qualificação vai depender única e exclusivamente do interesse dos servidores em se profissionalizar”.
Ele destacou ainda que na Paratur existem cerca de 150 servidores. Todos poderão ser contemplados pelas 210 vagas oferecidas pela EGPA em dez turmas, de agosto a dezembro deste ano. A coordenadora do Plano Emergencial de Qualificação, Ruth Campos, informou que o plano está em sua primeira fase e que, ainda neste semestre, será estendido para profissionais da cadeia produtiva do turismo, prevendo ações de qualificação a serem executadas no interior do Estado pela Paratur, através do Núcleo de Registro e Qualidade (NRQ).
Os cursos oferecidos inicialmente aos servidores são nas áreas de contabilidade básica, francês básico, inglês básico, projetos sociais e captação de recursos, informática (word e excel), retenção de impostos, oratória, relações interpessoais no trabalho e gestão ambiental. A maioria das aulas será ministrada na EGPA.
O Plano Emergencial de Qualificação Profissional no Turismo resulta de demandas levantadas junto às secretarias municipais de turismo, associação de bares e restaurantes, Sistema S e funcionários da Paratur, entre outros. A meta é contemplar mais de 1,2 mil trabalhadores do turismo neste primeiro momento, entre servidores da Paratur e das áreas de segurança turística, marítimos e bilheteiros, aeroportuários, de bares, restaurantes e similares, artesanato e hotelaria. O investimento é de mais de R$ 300 mil.
Para a servidora Adriana Vilhena, esse investimento é primordial. "Em nossas reuniões com a Paratur, reivindicamos investimentos em cursos de idiomas. Minha avaliação é que a escolha desses cursos (francês e inglês) foi muito importante e levou em consideração nossas necessidades", disse ela, que além de formação na área de turismo, trabalha diretamente com atendimento especializado ao turista.
Benigna Soares – Paratur
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