“Não tem preço ver o sorriso estampado no rosto de uma criança”. Com essas palavras Igor Zanoni, fundador e integrante do grupo Galera da Alegria, há nove anos, descreve a satisfação do trabalho que realiza de forma voluntária, durante visita nos hospitais do Estado.
O grupo Galera da Alegria esteve no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) e contagiou os pacientes, acompanhantes e profissionais do hospital. Eles fizeram visita aos leitos da pediatria e do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), distribuíram balões e fizeram muitas brincadeiras, arrancando muitas risadas das crianças e seus acompanhantes.
A mãe da pequena Alana Brandão disse que sua filha estava chorando muito, triste por estar em um hospital, mas que o grupo trouxe o sorriso de volta ao seu rosto. “A visita dos palhaços ajuda muito na recuperação das crianças, elas ficam alegres, se distraem. A minha filha, por exemplo, estava chorando e agora até esqueceu a tristeza”, disse Ana Tavares.
Igor Zanoni fundou o grupo Galera da Alegria logo que chegou a Belém. “Fazia parte do Terapia do Riso, de Porto Alegre, e quando cheguei em Belém resolvi chamar uns amigos e fundar o Galera da Alegria, que também realiza trabalho no hospital Anita Gerosa. Estudos comprovam que a alegria combate o estresse, e, nos hospitais, contribuem para a evolução do paciente e tempo de internação. Esse é o nosso objetivo: levar alegria aos pacientes internados, para que eles se recuperem mais rápido”, concluiu.
A psicóloga Amanda Cruz, responsável pela implantação da política de humanização no HMUE, explica que o trabalho do grupo Galera da Alegria é muito importante para o hospital. “É importantíssimo para agregar nas estratégias de humanização hospitalar. É muito bom ver que tem pessoas empenhadas nesse trabalho voluntário. Além disso, a visita quebra a rotina hospitalar de forma positiva. Quando o grupo visita as enfermarias, os pacientes ficam surpresos e alegres, ajudando na recuperação deles”, conclui.
Eliana Favacho, mãe do paciente Breno Pontes, de apenas 12 anos, ficou muito feliz com a visita do grupo. “Meu filho já passou por uma barra muito grande e está se recuperando bem, só tenho a agradecer ao hospital e agora aos palhaços que trouxeram alegria ao meu filho”, disse.
Sobre os palhaços
O trabalho de voluntários vestidos de palhaços dentro dos hospitais começou em 1986, com Michael Christensen, um palhaço americano, diretor do Big Apple Circus de Nova Iorque, que apresentava-se numa comemoração num hospital daquela cidade, e pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens da internação por outras alegres e engraçadas. A partir daí começou o trabalho dos palhaços que levam alegria para crianças internadas em hospitais.
No Brasil, começou em 1991, com Wellington Nogueira, que iniciava o grupo Doutores da Alegria. Depois desse grupo, muitos outros foram fundados, espalhando alegria nos hospitais do Brasil inteiro, levando solidariedade, humor e carinho aos pacientes internados em hospitais.

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