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quinta-feira, novembro 24, 2011

Corpo de Bombeiros Militar do Pará completa 129 anos

Nesta quinta-feira, 24 de novembro, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará completa 129 anos. Em todo o estado são 3.208 bombeiros, o quinto maior efetivo do Brasil, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Minas Gerais. Além do quartel do Comando Geral, a corporação conta ainda com 14 Unidades Operacionais distribuídas na Região Metropolitana de Belém e está presente em 20 municípios.
Quando se fala em bombeiros, a população de um modo geral pensa que o serviço se limita a apagar incêndios, mas o trabalho desses militares também passa pelo resgate de pessoas, primeiros socorros e até coleta de leite materno para a Santa Casa. “Nós cuidamos do alfinete ao foguete. Podemos ser chamados para tirar um gato de cima do telhado ou apagar um incêndio na mata atlântica”, compara o coronel BM Mário Moraes. Para ele, ser bombeiro é ser também um pouco de cada profissão, já que o profissional pode trabalhar como especialista de máquinas pesadas; atuar como psicólogo em caso de negociação ou resgate a vítimas conscientes; como enfermeiro quando auxilia em partos; com o serviço social quando auxiliar pessoas com problemas mentais a voltarem pra casa. O leque de atividades é extenso e difícil de ser descrido diante de tantas opções.
Para o coronel Moraes, que esta há 24 anos na corporação, ser bombeiro está no sangue. Ele que estudava pra fazer vestibular para odontologia, acabou mudando de ideia depois de receber um folheto divulgando a carreira militar. De lá pra cá se descobriu apaixonado pelo que faz e está sempre pronto para o serviço, tanto, que anda com equipamento de salvamento dentro do carro da família. Por causa dessa doação à profissão, o coronel, na época capitão, conseguiu salvar 52 pessoas que estavam no ônibus de piquenique que caiu no rio Mocajubinha, em Terra Alta, no ano de 2001. Ele estava indo para Marapanim com a esposa em um fim de semana de folga quando o acidente aconteceu.
“Foi tudo muito rápido. Numa situação dessa você não consegue nem pensar direito, é automático fazer o procedimento de resgate. O equipamento estava no carro, na hora que vi o acidente parei e saí correndo pro rio e consegui tirar as pessoas do ônibus antes que ele afundasse completamente”, contou.
Situações como essa fazem parte do dia a dia dos bombeiros, tanto quanto auxiliar mulheres em trabalho de parto, um ponto que deixou o militar frustrado na hora de assistir o nascimento dos próprios filhos. “Já participei de 54 partos, mas por causa dos procedimentos do hospital, não pude acompanhar o nascimento de nenhum dos meus dois filhos. Como pode isso?”, relembra rindo.
Os soldados Marinho Júnior e Elisa Matos entendem bem as contradições na rotina da profissão. Os dois começaram servindo no CCBM, na cobertura de acidentes e combate ao fogo e agora fazem parte do grupo de oficiais que servem ao Banco de Leite Materno da Santa Casa, no projeto “Bombeiros da Vida”, que fazem o transporte de leite, registro e captação de doadoras. “O trabalho é completamente diferente. Mas a meta fim continua a mesma: salvar vidas”, explica o soldado M Junior.
“A gente nunca vai deixar de fazer atendimento quando for preciso”, disse a soldado Elisa. Logo em seguida a essa declaração, houve um acidente na Augusto Montenegro envolvendo um motociclista. A viatura parou e a soldado desceu para prestar os primeiro socorros à vítima. “Não falei? Mesmo trabalhando no banco de leite, a gente sempre está pronto para qualquer atendimento”, completou.
A técnica de enfermagem Angélica Lima é doadora de leite e ficou sabendo do projeto dentro da maternidade quando foi ter a filha Bianca. Ela ficou surpresa quando recebeu a visita da bombeiro, que foi até a casa dela para coletar a doação. “Nunca pensei que esse trabalho fosse feito pelos bombeiros. Levei um susto, mas também fico muito orgulhosa com isso, em ver que os bombeiros estão inseridos em diversos projetos de apoio à comunidade”.
A Sargento Nazaré Alvim é bombeiro há 17 anos. Ela sonhava em ser da Marinha, mas na época em que resolveu prestar o concurso para auxiliar de enfermagem militar, só haviam vagas para os bombeiros e ela resolveu arriscar.  A paixão pela corporação foi imediata e hoje em dia ela não se vê em outro lugar. “Depois de uns anos fiz um trabalho com a Marinha, tive a oportunidade de ir pra lá, cheguei até a experimentar o uniforme pra matar a curiosidade, mas não teve jeito, já estava apaixonada pelo Corpo de Bombeiros e não tem outro uniforme que fique melhor em mim do que esse que visto. Pra mim, ser bombeiro é tudo”, disse emocionada.
O trabalho desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros junto à sociedade se reflete no grau de confiança na corporação. A instituição foi eleita, pela terceira vez consecutiva, a organizações mais confiável, na opinião dos brasileiros. Os dados são da pesquisa Índice de Confiança Social (ICS), realizada desde 2009 pelo Ibope Inteligência, que tem por objetivo apontar a relação de confiança da população com as instituições e também com as pessoas de seu convívio social. A pesquisa é realizada no Brasil, Porto Rico, Argentina e Chile.
Dani Filgueiras – Secom
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