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sábado, novembro 19, 2011

Estados da Amazônia trocam experiências sobre economia verde

Nesta quinta-feira (17), último dia do evento “A Caminho da Rio+20”,os secretários de Meio Ambiente da Amazônia – Pará, Amazonas, Acre, Tocantins, Amapá e Mato Grosso – trocaram experiências em relação a projetos de economia verde, redução de emissões de desmatamento e degradação florestal e serviços ambientais. Especialistas de diversas instituições públicas desses Estados e de organizações não-governamentais (ONGs) também contribuíram com a apresentação de estudos. O encontro aconteceu no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
O dia foi iniciado com a palestra do diretor executivo do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), Shigueo Watanabe Júnior. Na sequência, a mesa edonda intitulada “Serviços ambientais para o desenvolvimento da Amazônia” teve a participação do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Acre, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), dentre outras entidades e órgãos.
O diretor-presidente do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Acre, Eufran Amaral, falou dos desafios que o Estado enfrenta e as conquistas alcançadas. “Já temos indústria alimentícia de base florestal, fábrica de preservativos de xapuri e certificação de propriedades familiares. Também temos uma lei estadual, a 2.308/ 2010, que cria o Sistema Estadual de Incentivo a Serviços Ambientais. Estamos construindo nosso caminho para uma economia verde”, destacou.
A secretária do Amazonas, Nádia Ferreira, destacou o grande serviço que o Estado presta para o mundo, com a manutenção do clima e das chuvas. Para ela, a missão é ser indutor de padrões sustentáveis. “Falar em economia verde é ampliar os faturamentos econômicos com baixos índices de desmatamento”, definiu, expondo algumas iniciativas do Amazonas nesse sentido. Uma delas é fazer voltar o ciclo da borracha.
No Amazonas já há empresas que produzem pneus de bicicleta, motocicleta e preservativos e aquelas que investem em juta e malva, além de usinas de beneficiamento de castanha in natura. Todas essas atividades geram emprego e renda para diversas famílias.
O secretário do Amapá, Grayton Toledo, disse que tem a meta de colocar novamente o Estado ao lado dos que têm funcionado dentro do desafio de implantação de uma economia verde. Ele apontou os avanços obtidos com a produção de produtos florestais não madeireiros, como açaí, castanha do Brasil, cipó titica e na área de pesca. Para que efetivamente alavanquem esse processo, porém, será preciso criar infraestrutura para essas atividades, como o zoneamento ecológico-econômico, verticalização da produção, regularização fundiária e Cadastro Ambiental Rural.
A Secretária do Pará, Teresa Cativo, agradeceu pela presença dos Estados e garantiu que debates como esse permitem que todos estejam melhor informados e mais capacitados. “Não podemos perder as oportunidades de nos unir e nos colocar nos olhos do mundo”, finalizou.
Ascom Sema
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