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terça-feira, novembro 22, 2011

Oficina abordará a concepção de figurinos para espetáculos

O homem sempre gostou de se enfeitar com elementos da natureza ou objetos confeccionados com matéria prima natural. Utilizar madeira, tecidos, fibras, máscaras e outros adereços foi a forma encontrada para retratar mitos, contar histórias, criar personagens. É assim que começa a concepção de figurino nas artes cênicas. Esses e outros conceitos integrarão a Oficina de Figurino, que será ministrada pela figurinista Elena Toscano nesta quarta feira, às 16h, no Theatro da Paz, dentro da programação do X Festival de Ópera.
Ao longo da história, as indumentárias, costumes ou vestuários, como também são denominados os figurinos, demarcaram épocas, costumes e hábitos. O modo de vida das populações mais antigas foi retratado de diversas formas, por meio dos figurinos: nos muros egípcios, nos vasos gregos, nas esculturas greco-romanas, nos manuscritos medievais, nas pinturas assinadas pelos renascentistas. A máscara, adereço indispensável no teatro, foi introduzida nas encenações na Grécia antiga, no século VI a.C.
Elena Toscano abordará também a elaboração de figurino para espetáculos de ópera. Até os anos 1940, era comum aos cantores confeccionarem seus próprios figurinos. A partir deste período, a direção de arte passou a ser responsável pela vestimenta do elenco. A criação do figurino é um trabalho coletivo, realizado pelo diretor, figurinista, cenógrafo e iluminador.
Definida as peculiaridades e detalhes das indumentárias, levando-se em consideração o personagem, o figurinista confecciona os desenhos e repassa a concepção aos responsáveis pela feitura do figurino. “É preciso pensar em tudo. Se você tem um balé, você tem que pensar no figurino dos bailarinos, que é diferente do figurino dos solistas, do coro. Os bailarinos fazem um tipo de atividade no palco, que precisa estar de acordo com o figurino para facilitar os movimentos”, explica Elena.  
Pesquisa - O trabalho se torna mais complexo quando o espetáculo é ambientado em uma época diferente da atual. Nesse caso, é necessária uma pesquisa em fontes específicas, para reunir o máximo de elementos que possam dar vida ao personagem. Nesse processo, além do figurino, o visagismo (ou maquiagem de cena) amplia as possibilidades de transformação do ator. “É um trabalho detalhado, de escolha de texturas, cores, e que precisam estar de acordo com o tipo físico do ator”, detalha.
Para quem quer seguir essa profissão, Elena Toscano orienta que o principal requisito é ter conhecimento sobre vários segmentos culturais. É preciso entender um pouco de ópera, de artes cênicas, publicidade, dramaturgia, artes visuais e música, nos mais variados estilos. A regra, segundo a especialista, é ampliar ao máximo o leque de conhecimentos, para utilizar essas informações durante o processo de criação. "Se você precisa fazer um figurino de época, precisa saber em qual contexto aquela historia está inserida”, completa.
Elena Toscano assina o figurino da ópera “Tosca”, espetáculo que abriu o Festival de Ópera no último dia 8, e de "Carmina Burana", com estreia no próximo sábado, dia 26.
Nascida em Treviso, na Itália, Elena é formada em Arquitetura e mora no Brasil desde 1994, onde já participou de inúmeras montagens de óperas e peças teatrais. Foi professora de “Cenografia e Figurinos” na Universidade de Sorocaba (Uniso), e atualmente ministra workshops de figurino no Centro Técnico de Produção, Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte (MG). Ela também foi indicada duas vezes entre os finalistas do Prêmio Shell de melhor figurino, em 1996 e 1999, além de ser vencedora da Bolsa Virtuose do Ministério da Cultura.
Serviço: Oficina de Figurino, na programação do X Festival de Ópera do Theatro da Paz. Dia 23 de novembro de 2011, às 16h, no Theatro da Paz. Mais informações: 4009- 8754.
Ascom/Secult
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