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quarta-feira, novembro 23, 2011

Sespa orienta 21 municípios no combate à Tuberculose

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Tuberculose, deu início, nesta quarta-feira, 23, ao treinamento para a construção de um plano de ação pela melhoria da busca ativa de casos suspeitos de Tuberculose em 21 municípios. A atividade acontece até sexta-feira, 25, no auditório da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), em Belém.
De acordo com a coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Lúcia Monteiro, a capacitação é voltada aos coordenadores municipais do Programa de Tuberculose, tendo como principal pauta a descentralização das ações de combate à doença, que de fato já vem acontecendo em 2003 por orientação do Ministério da Saúde (MS). "Vamos sensibilizar esses profissionais para que convençam os gestores municipais a adotarem, mais ainda, o esquema de orientação a pacientes que estiverem com os sintomas suspeitos. Percebemos que nesses 21 municípios há sobnotificação, ou seja, não há registro dos chamados pacientes sintomáticos respiratórios, aqueles que têm tosse há mais de três semanas", explica.
O alerta veio em forma de documento apresentado aos profissionais participantes. Pelo texto, a Coordenação Estadual do Programa de Controle da Tuberculose assinala que "alguns municípios apresentaram zero casos, em determinados momentos, numa série histórica dos últimos oito anos. Isso afeta diretamente a detecção de casos e ajuda a manter a disseminação da doença nessas áreas, pois dificulta a descoberta e o tratamento oportuno". As ações de busca ativa estão voltadas para os grupos com maior probabilidade de apresentar a doença, como os sintomáticos respiratórios, suspeitos radiológicos, pessoas com doenças e/ou em condição social que predisponham à tuberculose e, principalmente, os comunicantes, definidos como toda pessoa, parente ou não, que coabita com o doente.
Ainda segundo o informe técnico, "faz-se necessário uma atualização dos responsáveis técnicos para a melhoria da busca de sintomáticos respiratórios e, oportunizando o momento, programar as atividades para 2012 e formatar o plano de ação em Tuberculose". Pela atividade proposta, Lúcia Monteiro acha prudente que os gestores dos municípios selecionados passem, a partir do treinamento, a repensarem o modelo de assistência a respeito dos instrumentos de comunicação com a população em relação à Tuberculose. "Não é vergonha alguma um município apresentar casos da doença. Pior é não ter condições de alertar sobre a doença ou de notificar o suspeito e encaminhá-lo para tratamento a tempo de salvar sua vida", explica.
A tuberculose é causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos, como rins e ossos. A transmissão ocorre através do contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão: tosse seca e contínua no início da doença, cansaço excessivo, febre baixa geralmente à tarde, palidez, falta de apetite, fraqueza e prostração.
Segundo o MS, são notificados anualmente 85 mil novos casos no Brasil, sendo verificadas cerca de seis mil mortes por ano. A estatística de 2010 registra, até agora, 3.551 novos casos de todas as formas de Tuberculose no Estado. Já em 2011, até setembro, surgiram outros 2.437 casos no Pará, que ocupa o primeiro do ranking na região Norte e o terceiro lugar em incidência no país, com uma taxa de ocorrência de 47,8 por cada 100 mil habitantes, média de cura de 73% e abandono de tratamento em torno de 10%.
Segundo Lúcia Monteiro, capacitações como a que ocorre na Funasa representam um esforço da Sespa, juntamente com as coordenações municipais, de empreender esforços para que se melhorar os indicadores e realizar a busca ativa de pacientes que, porventura, possam iniciar um tratamento contra a Tuberculose o quanto antes. A cada ano que passa, o Estado tem ampliado o serviço de controle objetivando estimular a notificação da doença e a população a procurar uma unidade de saúde se já estiver com os primeiros sintomas. Além da coordenadora estadual, ministram o treinamento a consultora em Vigilância em Saúde da Sespa, Socorro Mota, e técnicas da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Marune Távora e Adriana Leal.
Mozart Lira - Ascom/Sespa
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