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quinta-feira, novembro 24, 2011

Elaboração de figurinos foi destaque em oficina no Festival de Ópera

Entender como se dá, ao longo da história, a concepção e a elaboração do figurino nas artes cênicas foi o ponto central da Oficina de Figurino ministrada pela figurinista Elena Toscano. A atividade, que integra a programação do X Festival de Ópera do Theatro da Paz, foi realizada nesta quarta-feira, no centenário espaço, e reuniu um público variado, interessado em aprender os passos que compõem a elaboração do figurino de um espetáculo.
Nascida em Treviso, na Itália, Elena é formada em Arquitetura e mora no Brasil desde 1994, onde já participou de inúmeras montagens de óperas e peças teatrais. Foi professora de “Cenografia e Figurinos” na Universidade de Sorocaba (Uniso), e atualmente ministra workshops de figurino no Centro Técnico de Produção, Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte (MG).
Durante a oficina, Elena Toscano também abordou a criação de figurino, especificamente para espetáculos de ópera. Ela assina os figurinos de duas grandes montagens deste X Festival de Ópera do Theatro da Paz: Tosca e Carmina Burana. Nestes casos, ela explica que o trabalho requer, sobretudo, pesquisa, já que os espetáculos são ambientados em épocas diferentes da atual. “É preciso entender a época, os materiais que eram utilizados e todos os elementos. Isso é fundamental”, explicou.
O momento também serviu para tirar dúvidas, como a relação entre moda e figurino. “Moda é uma coisa, figurino é outra, que vai além. A roupa que nós usamos no dia a dia não é teatral. Mas o figurino pode se usar da moda quando se faz uma novela contemporânea, por exemplo. A ideia dessa oficina é justamente tirar as dúvidas do público e falar qual do trabalho de um figurinista em um espetáculo. É impossível explicar tudo em duas horas, a oficina serve mais para indicar atalhos e tirar as dúvidas”, afirmou.
Elena ainda explicou que a criação do figurino é um trabalho coletivo, realizado pelo diretor, figurinista, cenógrafo. “Pensar o figurino para um espetáculo é um longo caminho e um trabalho coletivo, por que depende do conceito artístico ao qual o espetáculo está inserido, da intenção do diretor e do cenógrafo. Todos tem que trabalhar juntos para se chegar a um resultado coeso. Uma concepção é posta e o figurinista trabalha em cima dela”, afirmou.
Amanda Engelke – Secom
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