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quarta-feira, maio 09, 2012

Embrapa discute pesquisa de produtos regionais na Sagri


                A organização das cadeias produtivas da agricultura familiar, a qualidade e oferta dos produtos regionais foram discutidos nesta terça-feira (8) na Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). O governo do Estado quer incluir os órgãos de pesquisa nesse trabalho que atende o setor da gastronomia, empenhado em manter as peculiaridades e o rico sabor da culinária paraense.

                Marcos Oliveira e Ítalo Ludke, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), questionaram sobre o processo de padronização dos alimentos derivados da mandioca, do jambu e pimenta-de-cheiro. Esses produtos despertam maior interesse dos donos de restaurantes que participam do Festival Gastronômico Ver-o-Peso da Cozinha Paraense. Foi deles a iniciativa de propor à Sagri o engajamento do setor no trabalho de incentivo ao aumento da produção e qualidade dos produtos regionais.

“Os chefs de cozinha que vêm de fora gostam dos nossos produtos, mas encontram dificuldade para adquiri-los por falta de regularidade na produção. O Paraná, por exemplo, compra cupuaçu da Bahia”, informou a secretária adjunta da Sagri, Eliana Zacca. Segundo ela, a organização e a capacitação dos agricultores familiares são a base para o desenvolvimento das cadeias produtivas.

                O gerente de Inspeção Vegetal da Adepará, José Severino Silvio, destacou a importância da pesquisa no trabalho de padronização dos produtos regionais, “porque é o norte de todo esse trabalho”. José Severino informou que o tucupi, a farinha e a fécula de mandioca já têm padrão de identidade e qualidade estabelecido pela Adepará. O estudo sobre a maniva cozida está em fase de conclusão na Universidade Federal do Pará (UFPA).

                Esses produtos são comercializados nos supermercados e feiras livres, por mais de 15 empresas cadastradas na agência, mas não estão de acordo com a legislação sanitária vigente. Essas empresas terão 120 dias para se enquadrarem na lei, caso contrário, serão impedidas de continuar vendendo os produtos. “O Ministério Público é nosso aliado no trabalho de fiscalização”, concluiu José Severino.

                Na próxima reunião, a Embrapa vai apresentar um conjunto de procedimentos sobre as características dos alimentos, como cor e sabor, e boas práticas como o nível de cloro para higienização. Um grupo de trabalho será formado para montar um projeto piloto, formado pela Sagri, Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), Embrapa e Vigilância Sanitária.



Texto:
Leni Sampaio-Sagri
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