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domingo, maio 27, 2012

Notícias do domingo, dia 28 de maio. Destaque para o perigo da hiterpensão nas gestantes


 
Remo leva a melhor
no RexPa do Hemopa
 

 
                Torcedores do Remo e Paysandu jogaram no mesmo time durante quatro dias e quem ganhou foi a solidariedade. Para ajudar a reestabelecer o banco de sangue do Hemopa, que teve a maior baixa de estoque do ano, as torcidas dos dois times fizeram uma disputa saudável para descobrir qual atraía mais doadores. A campanha deu tão certo que o número de doadores subiu de uma média de 100 para 350 por dia, ultrapassando a média de períodos normais de coleta, que é de 250 por dia.
                A torcida organizada Terror Bicolor chegou ao Hemopa com um ônibus lotado de torcedores prontos para doar sangue. Entre eles estava Adriane dos Santos, que sempre teve vontade de ser doadora, embora o medo a impedisse. A convocação para fazer parte do time do Papão foi o incentivo que estava faltando. “Não posso negar uma chamada do Paysandu, ainda mais em um clássico como esse. Gostei muito de ter participado da campanha e recomendo a todos doar sangue”, disse.
                Por amor ao clube, Adla de Souza também resolveu enfrentar o medo de agulha e contribuir para que o Remo fosse o campeão nas doações. “O meu amor pelo Leão é tão forte que enfrentei meu trauma com agulhas. No fim das contas nem doeu como eu imaginava e a sensação de saber que estou ajudando alguém é indescritível”, disse a integrante do Azulindas, torcida organizada composta por 241 pessoas.
                A estudante May Gemaque, também integrante do Azulindas, acredita que a campanha ajuda ao próximo e fortalece o respeito e a amizade entre as torcidas rivais. “Essa chamada é uma forma da gente se encontrar fora do campo, se reconhecer como parceiros de uma mesma causa, mantendo uma competição saudável para ajudar o outro”, avaliou.
                O remista Luís Brasil Júnior deixou de consumir bebida alcoólica na própria festa de aniversário, que aconteceu na noite anterior, só para estar apto a doar sangue e contabilizar pontos para o Clube do Remo. “Eu sou doador. Não fiquei triste de não beber no meu aniversário, pois tem muita gente precisando de sangue. Se além de doar eu puder contribuir para meu time, a satisfação é em dobro”, frisou.
                O Paysandu só fica em segundo plano na vida de Marcos Maia quando o assunto é ser solidário. Ajudar quem precisa de sangue para sobreviver é mais importante do que qualquer outro motivo. “Sempre que posso, doo sangue. É lógico que o Papão é um incentivo a mais para eu estar aqui, mas viria só para ajudar a manter o estoque de sangue”, afirmou.
                Segundo a diretora técnica do Hemopa, Socorro Ferreira, por causa da baixa no estoque, a fundação deixou de atender a 40% da demanda, mas com o apoio das duas maiores torcidas do Norte do Brasil, o banco de sangue está conseguindo se estabilizar. “Foi muito boa essa iniciativa das torcidas. Numa hora dessas a gente vê que as pessoas deixam o futebol em segundo plano em nome do exercício da cidadania e do amor ao próximo”, comentou.
                Nesta primeira disputa o Remo ganhou do Paysandu com a diferença de 27 doadores no placar final, mas o Hemopa vai continuar contabilizando os torcedores que quiserem contribuir com a campanha. Quem estiver interessado em compor parceria para o desenvolvimento de campanhas com o Hemopa, pode entrar em contato pelo telefone 3224-5048.
                Serviço: Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará. Travessa Padre Eutíquio, 2.109, Batista Campos. Telefones: (91) 3225-2404 e 3242-6905/9100. Site: www.hemopa.pa.gov.br. Email: gabinete.hemopa@hotmail.com / ro.bcosta@yahoo.com.br.

 
Texto:
Dani Filgueiras-Secom

Atrações culturais da
Agrifal 2012
revelam talentos
                Não foram apenas as novidades na agricultura familiar que ganharam destaque na primeira edição da Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), promovida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A atividade cultural “Revelação de Talentos” movimentou as tardes de funcionamento da Agrifal. Um espaço aberto para expor a produção cultural de agricultores, técnicos da Emater e seus filhos.
                Neuton Pantoja, de Belterra, no oeste do Pará, foi o primeiro a se apresentar, ainda no sábado (26), mas quem se destacou mais foi o agricultor Ricardo Tavares Silva, 51 anos, lavrador desde criança no território quilombola Jambuaçu, no município de Moju, no nordeste paraense. Ele apresentou a “carimbada rural”, uma mistura de carimbó e lambada.
                Apaixonado pela música, Ricardo já compôs quase 20 músicas e na Agrifal ele apresentou quatro delas. “Minha inspiração vem de tudo que eu leio e vivo. Achei que devia mostrar ao público o que aprendo internamente”, disse. “Como sou simpático na lambada e adoro um carimbó resolvi juntar tudo. Acho que o povo da Agrifal gostou. Todos estavam se mexendo na minha apresentação”, comentou. A atração que fecha a Agrifal é o grupo Arraial do Pavulagem, às 20 horas.


Texto:
Kenny Teixeira-Emater

Governo distribui a
vítimas de cheias 5 mil
cestas básicas e madeira

                O governo do Estado, por meio da Defesa Civil Estadual, está distribuindo cinco mil cestas básicas e dois mil metros cúbicos de madeira para as famílias de dez municípios atingidas pela cheia nos rios Tocantins e Amazonas. Até o momento, segundo o coordenador adjunto da Defesa Civil, coronel José Augusto Almeida, 23 mil famílias foram atingidas, mas somente 172 são consideradas desabrigadas e recebem apoio em locais designados pelos agentes de cada cidade.
                Na manhã deste domingo (27), o vice-governador Helenilson Pontes; o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes; o delegado geral, Nilton Atayde; e o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel João Hilberto, estiveram em Santarém, onde verificaram a situação. De lá seguiram para Oriximiná.
                Na semana passada, a entrega de madeira para construção das conhecidas marombas (estrados de madeira usados para elevação dos assoalhos das casas) aconteceu nos municípios de Óbidos, Alenquer e Curuá. Dos dois mil metros cúbicos de madeira doados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 507 metros já foram beneficiados pela Defesa Civil. Nesta segunda-feira (28) a distribuição de madeira acontecerá nas cidades de Prainha, Monte Alegre, Almeirim e Porto de Moz.
                Na semana seguinte, fechando a ação da Defesa Civil, a distribuição de madeira chega a Terra Santa, Oriximiná e Santarém. O coronel José Augusto Almeida garante que até terça-feira (29) cinco mil cestas básicas serão distribuídas às famílias pré-cadastradas em visitas anteriores e que estão em situação de maior vulnerabilidade.
                Para minimizar os impactos, o trabalho da Defesa Civil é organizado em quatro fases: prevenção, preparação, resposta e reconstrução, explicou o coordenador da Defesa Civil. “Após identificarmos os riscos nas análises coletadas na fase de prevenção e capacitarmos os agentes de segurança e saúde por meio da preparação, damos início ao trabalho de resposta imediata, que é o enfrentamento direto à crise. Nossa atuação só termina na fase de reconstrução, quando as localidades devem receber recursos para sanarem os prejuízos causados pelas cheias”, explica.
                Saúde – Desde que as águas dos rios Tapajós e Amazonas começaram a subir, no início de março, o governo do Estado se fez presente na região com ações da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que enviou ao local agentes para identificar os riscos de doenças endêmicas.
                O coronel José Augusto Almeida diz que, apesar do volume da cheia e de as bacias do Baixo Amazonas e Tapajós chegar ao pico de 8,04 metros, o número de desabrigados é pequeno. “Em 2009 os rios tiveram um aumento de 8,31 metros. Neste momento, a previsão é que as águas comecem a baixar gradativamente nas bacias do Tapajós e do Amazonas”, avalia.
                Dos 143 municípios paraenses, a Defesa Civil tem coordenadorias em 88 e atende, por ano, 34 mil famílias. Nas cheias deste ano, a previsão é atender em média quatro mil pessoas. A Defesa Civil do Pará trabalha em articulação com os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa Civil, que usa como ferramenta gerencial o “Sistema Regional de Manejo de Incidentes”, para prevenir as enchentes.

Texto:
Mauro Neto-Secom

Comunidade do Tapanã
recebe treinamento
de primeiros-socorros
                A comunidade do bairro do Tapanã, em Belém, será a próxima a receber o treinamento de primeiros-socorros promovido em parceria pela Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. O curso acontece dia 25 de junho, na sede do Clube Big-Ben, na rodovia do Tapanã. Ao todo, deverão participar das aulas sobre atendimentos pré-hospitalares cerca de 200 pessoas, entre mototaxistas e moradores da área.
                A meta é proporcionar um treinamento de qualidade, com aulas teóricas e práticas, sobre uso de equipamentos de primeiros-socorros, resgate, atendimentos pré-hospitalares em casos de acidentes domésticos, convulsões e paradas cardíacas. Segundo a titular da Assessoria de Relações Interinstitucionais da Polícia Civil, Waldenize Braga, 65 pessoas concluíram o treinamento de primeiros-socorros no bairro do Jurunas, entre os dias 14 e 18 deste mês.
                Ao todo, mais de 125 pessoas já receberam conhecimentos adquiridos no treinamento desde o início do ano. “Muitas delas já conseguiram entrar no mercado do trabalho graças à capacitação”, enfatizou. O curso oferece aulas teóricas e práticas, com uma semana de duração. Em agosto deste ano, 500 mototaxistas de Belém farão o curso, na sede da Agremiação Carnavalesca “Rancho Não Posso de Amofiná”, no Jurunas.
                Apenas em abril, a Polícia Civil prestou mais de 1,8 mil atendimentos a pessoas por meio de oferta de serviços diversos, como promoção de cursos de capacitação, busca de benefícios e participação em reuniões comunitárias. Entre os cursos está o de brigada de incêndio, também em parceria com o Corpo de Bombeiros, em que as pessoas são capacitadas para atuar na prevenção e combate a incêndios. Outro curso, promovido em parceria com a Marinha do Brasil, foi o de condutor de rabeta.

Texto:
Walrimar Santos-Polícia Civil

Produtores expõem
chocolate em pó
groecológico da
Transamazônica
                Quem gosta de doce está tendo oportunidades diferenciadas de consumo na Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) promove até domingo (27), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Uma novidade é o chocolate em pó agroecológico de Brasil Novo, na Transamazônica, que pode ser conhecido e comprado no estande da Associação dos Associação dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos da Comunidade Carlos Pena Filho (Aprucapef).
                Produzido por um grupo de doze mulheres, o chocolate em pó vem de mais de 500 hectares plantados com cacau sem agrotóxicos. Não há conservantes e colorantes, nem adição de açúcar. O beneficiamento, como projeto da Emater que começou a se encorpar este ano, ainda é absolutamente artesanal, feito sem maquinário. A ideia é que, com a aquisição de aparato tecnológico e a capacitação contínua, a produção supere o modelo atual de iniciativa avulsa, que se faz sem planejamento ou meta definidos, e alcance mercados seguros, como o da merenda escolar, via Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
“Nosso plano também é estruturar o grupo de mulheres para que, em termos de organização social, formem um segmento da Aprucapef”, explica o chefe do escritório local da Emater em Brasil Novo, Almir Segundo Filho. O estande da Aprucapef, que representa 400 famílias, também está vendendo doce de chocolate (um brigadeiro alternativo) a R$ 4 reais o pote com 250 gramas; polpa de cacau, a R$ 5 o quilo; e folhas desidratadas de cacau, para ornamentação, a R$ 5 o pacote.
“Hoje em dia, tendo a fruticultura como principal atividade (o maior destaque é o mamão Havaí), aproveitamos a totalidade do cacau: amêndoa, polpa, folha...”, diz o agricultor Francisco Gomes. “O objetivo é agregar valor cada vez mais”, completa João Silva.


Texto:
Aline Miranda-Emater

Unidade da Emater
expõe produtos como
o licor de jambu
na Agrifal
                O licor de jambu é a principal novidade em tecnologia de alimentos que a Unidade Didático-Agroecológica do Nordeste Paraense, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater), levou para a Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), que prossegue até domingo (27), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A garrafa de meio litro custa R$ 7.
                No estande, o visitante da Agrifal pode degustar e comprar, a preço de custo, uma série de outros quitutes que ilustram uma das diretrizes da atuação da Emater, que é o beneficiamento do que a agricultura familiar paraense cultiva ecologicamente na terra e na água. A matéria-prima de todos os produtos é comprada diretamente de agricultores familiares atendidos pela Emater na região de Bragança, onde está a sede da unidade – que tem pomar, rebanho bovino e hortas – ou retirada dos experimentos próprios.
                Outro atrativo é o doce de manga, cujo pote de 250 gramas é vendido a R$ 3. “O engraçado é que o paraense costuma consumir a manga apenas in natura, ou no máximo como suco. Mesmo a fruta sendo um emblema do Pará, não temos relatos de agricultores com o hábito de fazer doce de manga”, explica a tecnóloga em alimentos da Emater Brenda Zamorim.
                Há ainda degustação e venda de licor de açaí e abacaxi, doces de leite, cupuaçu e bacuri; feijão caupi (quebra-cadeira, manteiguinha e preto), iogurte de frutas diversas e queijo coalho puro ou temperado. Também está sendo comercializado adubo orgânico de húmus de minhoca.
                Para o público em geral, o espaço, além de satisfação para o paladar, oferece novas informações. “Não imaginava que houvesse esse tipo de trabalho da Emater. Acho que muitos dos produtos ainda podem ser aperfeiçoados, mas não há como negar que a iniciativa de processamento de comercialização é ótima, porque quem gosta de consumir produtos naturais, como eu, acaba não tendo de quem comprar aqui em Belém”, disse o advogado José Canto.

Texto:
Aline Miranda-Emater

Iesp faz concurso para
habilitação de oficiais
da Polícia Militar

                O Instituto de Ensino de Segurança Pública do Pará (Iesp) fez, na manhã deste domingo (27), o processo seletivo para o curso de habilitação de oficiais da Polícia Militar, destinado a sargentos e subtenentes que almejam patentes de oficiais. São ofertadas 40 vagas, que estão sendo disputadas por 127 militares. A primeira parte da seleção foi uma prova de conhecimentos gerais e redação. O resultado deve sair quarta-feira (30), para em seguida os candidatos serem submetidos a testes físicos e médicos.
                A sargento Maria Lúcia Damasceno foi a primeira a concluir o teste, após duas horas e meia de prova. Para ela, essa é uma oportunidade de estudar e conseguir subir na carreira. “A prova foi muito boa e estou confiante no resultado positivo. Tive muita dificuldade em conciliar trabalho, estudo e casa. Os estudos foram deixados de lado e agora tenho a oportunidade de retomar isso”, disse.
                A primeiro sargento Cleuma Pereira também estava confiante. Segundo ela, o curso oferecido pelo Iesp é o reconhecimento do trabalho dos militares e um estímulo ao profissional. “Esse curso é o sonho de muitos profissionais da área, porque em algumas situações essa é a única forma de se habilitar como oficial. Agradecemos muito ao governo do Estado por essa oportunidade de realização profissional”, afirmou.
                O Iesp faz a seleção desde 2006 e já promoveu concursos de proporções ainda maiores, que envolveram 5,5 mil candidatos, com provas feitas simultaneamente em oito polos do Estado. “O Iesp está à disposição para outros órgãos do Estado. Temos experiência nessa área de concursos, na elaboração, organização e execução de todo o processo”, disse o coronel Emílio Ferreira, diretor do instituto.
                O Iesp também é responsável pelo curso, que tem duração de dez meses. Na grade curricular estão disciplinas na área administrativa, financeira, operacional e de conhecimento das responsabilidades de um oficial militar. A abertura de uma nova turma faz parte da política de valorização do governo do Estado para o cumprimento da meta de capacitação e formação do servidor, que contribui na gerência de resultados das ações de segurança pública.

Texto:
Dani Filgueiras-Secom

Agrifal termina neste
domingo com balanço
positivo de negócios
                Termina neste domingo (27) a I Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), promovida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento reúne em Belém representantes dos nove Estados da Amazônia Legal e o Suriname, país amazônico que faz parte do Cone Sul. A grande maioria da exposição é de produtos genuinamente paraenses.
                São 68 agricultores, de 39 municípios de todas as regiões do Estado, além dos representantes de instituições governamentais parceiras, iniciativa privada e as caravanas. Uma oportunidade para o público conhecer novos produtos e comprar direto do produtor. “É muito mais barato, além de termos vários tipos de produtos em um único lugar. Comprei queijos, doces e até uma panela de barro. Vou voltar para fazer a feira”, disse a administradora Helena Pinho.
                João Carlos Silva aproveitou para conhecer produtos que nunca tinha visto antes, como o Bron Bron, um salgado feito de arroz frito; o Pindakaas, que é uma pasta de amendoim picante, e o Dawet, um suco a base de coco, xarope, açúcar e capim marinho – todas iguarias disponíveis para degustação no estande do Suriname.
                Para o embaixador do Suriname, Marlon Mohamed Hoesein, a feira é uma excelente oportunidade de negócios e de integração dos povos da Amazônia. “O conceito é bom, pode-se interagir, avaliar e identificar oportunidades de desenvolvimento de negócios. O Suriname sempre estará presente nesta feira e esperamos estreitar, cada vez mais, o nosso contato com o Pará, que é a nossa porta de entrada no Brasil. Queremos criar uma única família”, ressaltou.
                Além da exposição de produtos e serviços, a Agrifal tem uma extensa programação cultural. A noite de sábado (26) foi encerrada com o show de Nilson Chaves. Também passou pelo palco da Agrifal o grupo de carimbó Sereias do Mar, de Marapanim. Houve ainda um concurso de miss para eleger a Rainha da Agrifal. Oito candidatas, filhas de produtores rurais, representaram os polos de produção regional e levaram para a passarela um pouco da cultura e economia de cada região.
                Para a presidente da Emater, Cleide Amorim, a Agrifal superou as expectativas, na participação do público e principalmente no comprometimento dos expositores que levaram seus produtos para feira. “Estou muito feliz com o resultado. Sempre vivi no campo e sei da dificuldade de apresentação dos produtos do interior. É muito bom constatar a capacidade de participação dos pequenos agricultores em feiras desse porte”, disse.
                Ela disse ainda que a segunda edição da Agrifal também acontecerá no Pará, provavelmente na primeira semana de outubro do ano que vem, para aproveitar o movimento na cidade por causa do Círio de Nazaré. “Já estamos planejando a próxima feira. Temos a intenção de introduzir a rodada de negócios dentro da programação, já que isso aconteceu naturalmente nesta Agrifal”, reiterou. A feira tem entrada gratuita e está aberta para visitação até às 22 horas.

Texto:
Dani Filgueiras-Secom
Mapa das Artes do IAP
cadastra mais de 100
artistas de Monte Alegre
                O escritor, poeta e compositor Raimundo Nogueira Amaral, 67 anos, tem quatro livros lançados e mais de dez escritos. Natural de Santarém, no oeste paraense, ele viveu desde os primeiros dias de vida na localidade de Curral Grande, em Urixiacá, no município de Monte Alegre, onde mora atualmente. Na sexta-feira (25), o poeta Amaral, como é conhecido pelos amigos e leitores, teve acesso a uma nova ferramenta para divulgar sua obra pelo mundo.
                Ele foi um dos artistas de Monte Alegre que se cadastraram no Mapa das Artes, projeto do Instituto de Artes do Pará (IAP) que está percorrendo vários municípios da região do Baixo Amazonas entre os meses de junho e julho, na Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva. Em três dias de ação no município, mais de 100 artistas locais fizeram seus cadastros. Eles terão seus perfis em um novo portal, fruto do projeto, previsto para ser lançado no segundo semestre.
                Com a atualização das informações, que será de responsabilidade dos próprios artistas, a ideia é que qualquer pessoa do país e do mundo possa ter acesso ao conteúdo de cada um na internet. O poeta Amaral, que aos 4 anos de idade foi acometido por uma catarata congênita e hoje tem apenas 2% da visão, terá ajuda do filho, Marco Aurélio, 43.
                Pai e filho dedicam parte do seu tempo à literatura. Cercados por livros em uma pequena biblioteca de madeira, construída na rua onde moram, os dois trabalham juntos nos registros e divulgação da obra de Amaral. “Como geralmente minha inspiração vem de madrugada, no começo decorava e de manhã recitava ao meu filho para que ele pudesse transcrever. Depois ganhei um gravador para registrar na hora da inspiração, mas não gostei da ideia de ficar falando sozinho de noite. Ia parecer louco”, conta o escritor.
                A imaginação de Amaral ganhou asas quando ele aprendeu o braile. “Passei a ler e a escrever sozinho. Até porque meu filho formou sua própria família. Hoje sou só eu, minha prancheta, a reglete e o punção (instrumentos da escrita braile)”, diz Amaral, que confessa não pensar em sucesso. “Nunca pensei nisso ou em ganhar dinheiro. Sempre me surpreendo quando vejo alguém interessado. Fico feliz de contribuir com a literatura paraense e chegar, sobretudo, aos jovens”, afirma.
“A ideia do Mapa das Artes é muito interessante. Temos aqui uma carência muito grande de incentivo. Temos um verdadeiro celeiro de artistas e produtores. Até por isso criamos uma associação de artistas de Monte Alegre, com o objetivo de contribuir para a promoção de desenvolvimento artístico, literário e musical. A arte é livre e é importante que cada vez mais pessoas possa ter acesso à ela e conhecer os artistas da terra”, opina.
                O cadastro dos artistas no Mapa das Artes continua nos municípios de Alenquer, que recebe os serviços da caravana a partir desta segunda-feira (28), Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos, Curuá, Óbidos, Oriximiná, Juruti, Faro e Terra Santa. A expedição termina dia 6 de julho.


Texto:
Amanda Engelke-Secom
Caravana Pro Paz leva
cidadania para moradores
de Monte Alegre
                A parceria entre a Defensoria Pública e a Secretaria de Estado Assistência Social (Seas) garantiu à população de Monte Alegre, oeste do Pará, certidões de nascimento para adultos e crianças e retificação de certidões, serviços muito procurados durante os três dias em que a Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva esteve no município.
                Assistentes sociais da Seas atenderam mães que foram solicitar a emissão da certidão de nascimento dos filhos, porém as crianças e adolescentes que não têm o documento já estão em idade avançada, situação que preocupa os profissionais. “Foi identificada em Monte Alegre uma quantidade de casos em que as mães não registram seus filhos por esperar o reconhecimento de paternidade, que geralmente não acontece”, disse assistente social Soraia Reis.
                Isso faz as crianças ficarem sem registro até os 12 anos de idade, em média, o que compromete a vida escolar e traz outras dificuldades. A Seas fortalecerá no município uma campanha de conscientização para as mães que negligenciam este direito da criança e do adolescente. “Isso é necessário porque as mães obtêm o Documento de Nascido Vivo na maternidade e acham que somente ele é necessário, porém, a certidão de nascimento é fundamental para tornar o indivíduo cidadão”, destacou Soraia.
                Danilo Rocha de Almeida, 8 anos, é uma das milhares de crianças de Monte Alegre sem registro civil. A mãe, Jocinara Rocha de Almeida, 21 anos, tinha menos de 18 quando ele nasceu. Ainda gestante, foi morar com o pai da criança, mas o companheiro se afastou da família e ela não registrou Danilo. Tudo porque ficou na esperança de que o pai fosse assumi-lo. “Fiquei esperando o pai do meu filho voltar, mas ele não voltou e ainda fez pior, disse que se eu registrasse o menino apenas no meu nome, ele iria procurar os seus direitos. Com isso fiquei com receio de perder meu filho e não o registrei”, alegou Jocinara.
                A mãe da criança procurou o Pro Paz porque a professora ficou apreensiva com o vinculo escolar, que não existia. “Fiquei muito preocupada porque uma criança de 8 anos não ter registro de nascimento deixa o estudo complico”, disse a professora, Adalzira do Livramento Costa. Ela conta que a criança está prejudicada na escola, pois não tem vínculo com a instituição. Para ajudá-lo, ela permite que o garoto assista às aulas enquanto a mãe soluciona o caso.
                O projeto Balcão de Direitos, da Defensoria Pública, atendeu em Monte Alegre pessoas com certidões de nascimento rasuradas ou com erros nos nomes. Outro importante serviço ofertado foi a emissão da certidão de nascimento de pessoas com mais de 12 anos. A partir desta idade, quem não tiver o documento deve procurar a Defensoria e solicitá-lo. A caravana segue na noite deste sábado para Alenquer, levando mais de 50 serviços à população.

Texto:
Cora Coralina-Secom

Agricultura familiar produz
70% dos alimentos
consumidos no Brasil
                O diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Martins, disse que a Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) promove até domingo (27), em Belém, “mostra a capacidade produtiva do segmento”, responsável por mais de 70% da produção de alimentos do Brasil.
“A Agrifal é uma vitrine, um canal entre o campo e o meio urbano, uma superação do preconceito de que produtividade rural só se faz com commodities. Aqui provamos que o ‘pão nosso de cada dia’ nasce substancialmente na terra”, resumiu Argileu Martins, que, na manhã deste sábado (26), proferiu a palestra “Políticas públicas para fortalecimento da agricultura familiar” a mais de 300 agricultores de dez municípios, representantes de caravanas.
                Para ele, a feira também confirma que, por conta da sociobiodiversidade e de uma série de outras variáveis, não existe uma política única aplicável no Brasil inteiro, nem uma solução-padrão: os bons resultados viriam da especificação de ações públicas, com consideração do contexto regional e oferta direcionada às demandas.
                Algumas dessas políticas já vigentes, apontou, são o Programa de Garantia de Preços Mínimos para proteção da biodiversidade (PGPMBio), que protege os mercados de produtos como açaí e borracha, via a constituição de estoques governamentais, e a linha floresta do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem foco agroecológico.
                A Agrifal, completou o representante do ministério, é um espaço para troca de experiências, com transferência de tecnologia e reflexão sobre as vivências no campo. ”Um evento como esse junta agentes públicos com poder de decisão, aproxima setores do governo que podem se integrar mais inclusive com a extensão rural, e valoriza e motiva os próprios extensionistas, que veem em cada agricultor, estande e atividade o resultado também de seus esforços”, concluiu.


Texto:
Aline Miranda-Emater

Agricultura familiar produz
70% dos alimentos
consumidos no Brasil
                O diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Martins, disse que a Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) promove até domingo (27), em Belém, “mostra a capacidade produtiva do segmento”, responsável por mais de 70% da produção de alimentos do Brasil.
“A Agrifal é uma vitrine, um canal entre o campo e o meio urbano, uma superação do preconceito de que produtividade rural só se faz com commodities. Aqui provamos que o ‘pão nosso de cada dia’ nasce substancialmente na terra”, resumiu Argileu Martins, que, na manhã deste sábado (26), proferiu a palestra “Políticas públicas para fortalecimento da agricultura familiar” a mais de 300 agricultores de dez municípios, representantes de caravanas.
                Para ele, a feira também confirma que, por conta da sociobiodiversidade e de uma série de outras variáveis, não existe uma política única aplicável no Brasil inteiro, nem uma solução-padrão: os bons resultados viriam da especificação de ações públicas, com consideração do contexto regional e oferta direcionada às demandas.
                Algumas dessas políticas já vigentes, apontou, são o Programa de Garantia de Preços Mínimos para proteção da biodiversidade (PGPMBio), que protege os mercados de produtos como açaí e borracha, via a constituição de estoques governamentais, e a linha floresta do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem foco agroecológico.
                A Agrifal, completou o representante do ministério, é um espaço para troca de experiências, com transferência de tecnologia e reflexão sobre as vivências no campo. ”Um evento como esse junta agentes públicos com poder de decisão, aproxima setores do governo que podem se integrar mais inclusive com a extensão rural, e valoriza e motiva os próprios extensionistas, que veem em cada agricultor, estande e atividade o resultado também de seus esforços”, concluiu.

Texto:
Aline Miranda-Emater

Pará pode receber programa
de melhoramento genético
do rebanho bovino
                Reunião entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ACBZ), Associação das Empresas Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e pecuaristas indicou diretrizes para a implantação, no Pará, do programa nacional Pró-Genética, de melhoramento genético do rebanho bovino. O encontro aconteceu na
                Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), promoção da Emater, que acontece até domingo (27), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
                O programa foi concebido pela ACBZ em parceria com o Ministério da Agricultura e Asbraer. Começou a funcionar em 2006, em Minas Gerais, e hoje já existe no Espírito Santo, Bahia, Distrito Federal e Pernambuco. São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia estão em fase de negociação. A ideia é, a partir de um conjunto de políticas públicas e do apoio das entidades de classe (trabalhadoras e patronais), criar facilidades e oportunidades para o agricultor familiar.
                O programa garante a compra de touros reprodutores melhorados geneticamente, com Registro Genealógico Definitivo e todas as certidões necessárias, de modo que a inserção desses diferenciados no rebanho, cobrindo matrizes comuns, até dobre a produtividade e permita leite ou carne mais nutritivos e saborosos. Na prática, o Pró-Genética oferece capacitação, crédito específico e assistência técnica direcionada.
“Muitas vezes o agricultor familiar não tem informação, dinheiro e nem outros meios para comprar touros reprodutores registrados, de procedência garantida. O Pró-Genética organiza e simplifica esse canal para o produtor”, resume o gerente de Fomento do Programa de Melhoramento Genético do Zebu da ABCZ, Lauro Freitas.
                Estimativas científicas apontam que o gado melhorado geneticamente chega a produzir duas vezes mais que o comum, e que o tempo para desenvolvimento dos animais até o abate cai pela metade. O rebanho do Pará, estimado em mais de 20 milhões de rés, é considerado de baixa qualidade genética no que tange ao pequeno produtor.
                Segundo o diretor técnico da Emater, Humberto Reale, para a concretização efetiva do programa no Pará, será necessária a articulação com setores-chave, como bancos e movimentos sociais. “A tendência é que ainda este ano o programa tome forma”, diz.


Texto:
Aline Miranda-Emater

Caravana orienta crianças
sobre higiene bucal em
Monte Alegre
                A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) leva para Monte Alegre, no oeste do Pará, ação que tem como intuito de ensinar as crianças a cuidar dos dentes com atividades que incentivam a higiene bucal. O serviço de odontologia é parte da Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva no município, que começou quinta-feira (24) e prossegue até este sábado (26).
                A atividade começa com uma palestra acerca dos procedimentos corretos na hora de escovar os dentes, voltada para as crianças, com a exibição de desenhos animados. “Esta uma forma de se aproximar do mundo delas. Depois reforçamos as orientações”, explica a técnica em saúde bucal responsável pela atividade, Jakeline Costa.
                O escovódromo é o momento em que as crianças põem em prática os aprendizados. “Procuramos dar atenção especial a cada uma delas, acompanhando a escovação e nos certificando do que eles aprenderam”, afirma Jakeline, destacando em seguida começa um dos principais momentos da atividade, que é a aplicação do flúor. “É o que vai ajudar a proteger e fortalecer os dentes dessas crianças”, garante.
                As meninas Lara Manuelly, 8 anos, e Ana Julia Ribeiro, 5, participaram da atividade e comentaram sobre os aprendizados. “Vimos o quanto é importante cuidar dos dentes e como pode ser legal”, disse Manuelly. Para Ana, a atividade também serviu como incentivo. “Em casa temos que escovar quatro vezes ao dia, mas tudo bem porque eu gosto”, comentou.


Texto:
Amanda Engelke-Secom
Governador fala sobre
gestão de recursos
humanos em fórum
                Educação e desenvolvimento contribuindo para a modernidade da gestão pública. Foi com este o tema que o I Fórum de RH da Gestão Pública reuniu sexta-feira (25), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, gestores públicos, secretários de Estado, executivos da área de gestão de pessoas, administradores, professores, estudantes e demais profissionais interessados no desenvolvimento de ações voltadas para os recursos humanos. O governador Simão Jatene participou do evento.
                O governador Simão Jatene fez um apelo coletivo aos servidores pela implementação de estratégias de desenvolvimento e modernização da gestão pública, no sentido de contribuírem no cumprimento do maior desafio do Estado, que é a erradicação da pobreza e das desigualdades sociais. “O condão da transformação está nas nossas mãos. É o servidor que dá a cara ao governo e é preciso um esforço coletivo para que essa transformação aconteça. Nosso papel acima de tudo é servir o público”, reforçou.
                Promovido pela Secretaria de Estado de Administração (Sead) em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o evento teve palestras e painéis, com temáticas para a gestão pessoas. Uma delas tratou da “meritocracia nas organizações públicas”, com o vice-governador Helenilson Pontes como mediador. “O governo é feito por todos nós e por cada um dos servidores, que exercem um papel primordial na administração pública. Quando falarmos de meritocracia, falamos de uma política estratégica de pessoas, olhando sempre o social”, destacou.
                Outro tema de destaque foi a “Valorização e desenvolvimento do servidor: gestão de pessoas como motor para a implementação da estratégia”, abordado pela subsecretária de Gestão de Pessoas do Governo de Minas Gerais, Fernanda Siqueira Neves, que falou sobre a política proposta pelo governo mineiro, denominada de “choque de gestão”, estratégia que se baseia no modelo de meritocracia e lança mão de várias ferramentas e ações, entre elas o desenvolvimento das carreiras e a profissionalização dos gestores públicos.
“O processo de melhoria de gestão é constante e temos que alinhar a gestão estratégica com a gestão de pessoas para produzir e mensurar bons resultados. Para isso, é preciso realmente trabalhar cada vez melhor, profissionalizar mais os nossos gestores, capacitar e valorizar o servidor”, enfatizou.
“Educação e desenvolvimento contribuindo para a modernidade da gestão pública” e a “Gestão por competências no setor público” foram outros temas destacados, em palestra ministrada pelo escritor e consultor Ricardo Leme. “Gestão por competência é avaliar o servidor não só por suas competências, mas pelas competências que ele entrega para a instituição”, disse.
                Segundo a presidente da ABRH no Pará, Carmen Mateus, o evento foi um importante palco de discussões importantes para os profissionais do setor público. “É o momento de lançar um novo olhar para a gestão pública, visualizando um modelo que substitui os regulamentos rígidos e a impessoalidade burocrática por uma estrutura que privilegie a confiança, a valorização das pessoas, a responsabilidade e o comprometimento com os objetivos da organização”, afirmou.
                A secretaria de Administração, Alice Viana, ressaltou o Modelo de Gestão por Resultados implementado pelo governo do Estado, que se baseia em metas estabelecidas e indicadores que mensuram resultados. “Nesse modelo, o principal objetivo é a busca da eficiência na prestação dos serviços públicos, tendo como finalidade atribuir responsabilidades e orientar os esforços de todas as equipes envolvidas na execução. Nesse processo, os servidores são os agentes principais, valorizados, reconhecidos e preparados para a prestação de um serviço de qualidade e eficiente para a população”, explicou.

Texto:
Danielle Ferreira-Secom

Policiais civis cumprem
mandados de prisão
em Castanhal
                A Polícia Civil divulgou neste sábado (26) os resultados de uma operação que levou à prisão os autores de crime de homicídio no município de Castanhal, nordeste do Estado. Dois mandados judiciais de prisão preventiva foram cumpridos pelos policiais. Rodrigo Nascimento Feitosa, conhecido por “Saimon”, e Alex Nascimento Nonato são acusados de matar o adolescente Ítalo Silva Palheta, em janeiro de 2011, no sede do município.
                Os dois e um terceiro homem foram contratados por Oziney Alves de Lima para matar a vítima. O rapaz foi atraído pelos acusados até o conjunto Fonte Boa, no bairro homônimo, em Castanhal. No local, Ítalo Palheta foi morto a pauladas e facadas. Por fim, a vítima teve o corpo queimado. O cadáver foi reconhecido pelas roupas que usava.
                A investigação foi conduzida pela delegada Janaína Bergamini, da Delegacia de Homicídios de Castanhal. Após meses de investigação, a Polícia identificou os executores do crime e o mandante. Com base nas investigações, foram requeridas as prisões dos acusados, cujas ordens judiciais foram expedidas pela Justiça de Castanhal contra os envolvidos.

                Rodrigo Feitosa foi preso inicialmente. Depois, no decorrer das investigações, o outro acusado, Alex Nonato, foi localizado. Ele já estava preso no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará 3, de segurança máxima, no distrito de Americano, em Santa Izabel do Pará. A Polícia Civil prossegue as investigações para localizar os outros dois envolvidos no crime.

Texto:
Walrimar Santos-Polícia Civil

Prevenção é a principal
arma contra o câncer
de estômago
                É comum tratarmos o que imaginamos ser uma simples dor de estômago com chás ou usarmos a costumeira automedicação, medidas que aliviam a dor momentaneamente. Um mal estar nessa região, contudo, pode ser um alerta para algo mais grave, como o câncer de estômago. Um dos grandes inimigos para o diagnóstico precoce desse tipo de neoplasia se dá justamente pelo fato de que, na fase inicial, a doença se apresenta de uma forma inespecífica, geralmente leve, e pode ser confundido com outras doenças, como gastrite, úlceras pépticas e doenças de refluxos, como alerta o oncologista do Hospital Ophir Loyola Alessandro França.
                Foi exatamente o que ocorreu com o ribeirinho Raimundo Ribeiro, 61, morador do município de Anajás, na ilha do Marajó. Há mais de três anos ele começou a sentir leves dores. Repetindo uma tradição local, recorreu a um chá, que, acreditava, havia sanado por mais de um ano o desconforto, até não surtir mais efeito. “Tomava muito chá de casca de pau e passava. Com o tempo as dores ficaram mais frequentes e insuportáveis e tive febre. Foi aí que procurei um médico e descobri que estava com uma doença grave e avançada”, relatou.
                Geralmente, as pessoas buscam atendimento no estágio avançado da doença, quando ela já apresenta sinais como sangramento (que podem ocorrer em patologias benignas), perda de peso ou a dor com intensidade muito forte. “Os sintomas irremediáveis ou bem mais evidentes é que em geral fazem às pessoas procurarem atendimento médico. É quando o tumor já está em estágio mais avançado”, diz o oncologista, informando que o câncer de estômago é mais frequente em homens.
“Isso não ocorre devido a diferenças genéticas entre os sexos e sim porque o homem em geral se expõe mais aos riscos, como alimentação inadequada, pouca ingestão de alimentos frescos, tabagismo etc”, explica. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 12.670 novos casos de câncer gástrico devem ser registrados em homens e 7.420 em mulheres. O valores correspondem a um risco estimado de 13 casos novos a cada 100 mil homens e sete a cada 100 mil mulheres.
                Dados do Hospital Ophir Loyola apontam que a o câncer de estômago é o segundo mais comum tratado na instituição, o segundo mais frequente em homens e o terceiro em mulheres.  Este ano 680 pessoas devem desenvolver a doença no Pará, das quais 450 no sexo masculino (taxa bruta 11,11 por 100 mil habitantes) e 250 no sexo feminino (taxa bruta 6,60 por 100 mil habitantes).
Prevenção – O oncologista André França explica que não existe um perfil mais atingido e sim regiões mais afetadas. Pessoas da região da Ásia, sobretudo japoneses e coreanos, têm um risco maior de desenvolver a doença. No Pará, quem mora na região do Salgado está mais propenso. “Isso ocorre devido às questões ambientais e ao tipo de alimentação. Pessoas que ingerem alimentos ricos em nitritos e nitratos (conservados em sal) apresentam um risco bem maior. Pessoas destas regiões que se mudam para outras áreas acabam diminuindo o risco de ter câncer de estômago pela mudança às exposições ambientais”, explica.
                Uma dieta rica em frutas e vegetais frescos, sem alimentos conservados em sal ou defumados, ajuda a prevenir este tipo de câncer. Pessoas que moram em locais com maiores riscos devem fazer exames de investigação periodicamente. A H. pylori já é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um fator biológico que pode causar o câncer de estômago, mas não são todos os subtipos da bactéria que podem causar a doença, e não faz parte da rotina clínica solicitar a pesquisa de qual sorotipo ela é.
                O Inca afirma que o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer do estômago é a infecção em longo prazo pela bactéria H. pylori. É uma das infecções mais comuns no mundo e pode ser responsável por 63% dos casos de câncer gástrico. A prevalência mundial calculada de infecção pelo H. pylori é de 50%, sendo que chega a 90% nos países em desenvolvimento. O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva alta e biópsia.O tratamento é preferencialmente cirúrgico. A cirurgia é capaz de curar o paciente e eliminar o câncer, desde que o mesmo seja diagnosticado precocemente.
                Em estágios iniciais bem avaliados podem ser feitos, em casos selecionados, ressecção por endoscopia, mas essa não é a realidade. “O tratamento curativo é predominantemente cirúrgico, e a cirurgia se baseia na retirada de todo ou parte do estômago, dependendo da localização do tumor, associado à retirada de linfonodos – mais conhecidos como ínguas – da região do estômago. A radioterapia e a quimioterapia podem ser usadas como adjuvantes no tratamento, mas nunca isoladamente como tratamento curativo de câncer de estômago”, frisa o médico.
                Uma pessoa consegue viver normalmente sem estômago ou com a redução do órgão. Inicialmente, terá que se readaptar na alimentação, aumentando o número de refeições com redução do volume de cada uma, afim que possa obter todas as calorias necessárias para sua pronta recuperação. Deve mastigar bastante os alimentos e evitar a ingestão de líquidos com as refeições, além de alimentos muito doces, que podem apresentar reações adversas. Em casos de gastretcomia total (retirada integral do estômago),o paciente terá que repor por via parenteral a vitamina B12.


Texto:
Leila Cruz-Ofir Loyola

Polícia Civil localiza
80% de jovens
desaparecidosno Estado
                No Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, celebrado nesta sexta-feira (25), a Polícia Civil registra mais de 80% de localização de crianças e adolescentes desaparecidos no Estado. Dados do Serviço de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (Silcade), da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), mostram que foram registrados 228 boletins de ocorrências de desaparecimentos em 2012. Do total, 206 já foram localizados e outros 22 ainda permanecem com paradeiro desconhecido.
                Segundo o coordenador do Silcade, Edivaldo do Carmo, os conflitos no lar e a chamada busca da liberdade sem limites dos adolescentes são os principais fatores que motivam o desaparecimento de jovens no Estado. “Muitas vezes, os namoros não aceitos pelos pais e a busca pela orientação sexual motivam as fugas de casa por parte dos adolescentes”, afirma. Diante disso, os pais passam a fazer buscas pelos filhos desesperadamente, sem sucesso.
                O policial civil explica que qualquer unidade da Polícia Civil deve registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento de crianças e adolescentes. O registro deve ser feito imediatamente após a constatação do desaparecimento. Segundo a Instrução Normativa nº 3, de 2011, da Corregedoria Geral da Polícia Civil, as ocorrências policiais de desaparecimentos de pessoas devem ser atendidas pelas delegacias, seccionais, divisões especializadas e superintendências no interior.
                O registro de desaparecimento de crianças e adolescentes deve ser encaminhado imediatamente ao Silcade para que sejam tomadas as medidas cabíveis. Graças à pronta resposta da Polícia Civil, por meio das unidades policiais e da Data, o número de localizações de crianças e adolescentes desaparecidos tem sido elevado.
                Outras informações devem ser obtidas junto ao Silcade, da Data, pelo e-mail silcade@policiacivil.pa.gov.br ou ainda na sede da Data, na rua dos Caripunas, 1.200, entre ruas Roberto Camelier e Tupinambás, bairro do Jurunas, de segunda a sexta-feira, em horário comercial. O telefone do Silcade é (91) 3272-0779.
                O Dia Internacional das Crianças Desaparecidas começou a ser celebrado após o desaparecimento, em Nova Iorque, em 25 de maio de 1979, de Etan Patz, que tinha então 6 anos. Nos anos que se seguiram, várias organizações passaram a lembrar a data, até que, em 1983, o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan declarou 25 de maio como o dia dedicado às crianças desaparecidas.

Texto:
Walrimar Santos-Polícia Civil

Hipertensão é a maior
causa de morte entre
gestantes no Pará
                Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde (MS), e divulgada nesta sexta-feira (25), mostra que segundo dados coletados em 2010, no Pará a hipertensão arterial lidera a causa de morte entre gestantes, com 29,5% dos casos, seguida por hemorragia (9%), infecções pós-parto (5,1%), doenças do aparelho circulatório, complicadas pela gravidez, pelo parto ou pelo pós-parto (3,8%) e aborto (2,6%).
                Segundo a pesquisa, apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em uma videoconferência que contou com a participação de todos os secretários de Estado de Saúde do país, a mortalidade materna no Brasil caiu 21%. O secretário de Estado de Saúde Pública do Pará, Helio Franco, e uma das cogestoras da Secretaria de Estado de Saúde Pública, Círia Pimentel, participaram da videoconferência, disponibilizada pelo Núcleo Estadual do MS em Belém.
                A coordenadora Estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo, disse que 98% das mortes maternas poderiam ser evitadas ainda na Atenção Básica e com o pré-natal adequado. É preciso, ressaltou ela, promover saúde com acolhimento humanizado, para identificar doenças como hipertensão e diabetes, durante a gestação. “Prevenir é a melhor forma. Mesmo no pré-natal, tem como identificar as doenças que representam risco e referenciar as grávidas para unidades especializadas”, destacou.
                O levantamento traz, ainda, um comparativo entre o número de óbitos de mulheres grávidas no Estado: 82 em 2009; 78 em 2010 e novamente 78 em 2011. Já nos quatro primeiros meses de 2012, esse quantitativo chegou a 18. Os dados são oficializados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), mas podem aumentar se os municípios estiverem mais empenhados em cumprir os fluxos e prazos especiais para notificação, investigação e registro do óbito materno e de mulheres em idade fértil (MIF), que variam de 48 horas a 120 dias.
Notificação - Por conta dessa adversidade, o Pará esteve entre os Estados que, em 2009 e 2010, reduziram a notificação de óbitos de gestantes, com o percentual negativo de 5%. Quadro que começou a ser revertido, pois até setembro do ano passado aumentou em 7% a notificação de mortes maternas, em comparação ao mesmo período de 2010.
                O protocolo do Ministério indica que morte materna é aquela causada por complicações durante a gestação ou até 42 dias após o fim da gravidez, quando provocada por problemas como hipertensão, desprendimento prematuro da placenta ou doenças preexistentes, como cardíacas, câncer e lúpus.
                Outros dados preocupantes divulgados pelo ministro Alexandre Padilha dizem respeito às mortes de mulheres em idade fértil, de 10 a 49 anos. Segundo o levantamento, 612 já morreram no Pará, entre janeiro e abril deste ano.
                Com o objetivo de avançar na notificação e no gerenciamento das investigações de mortes de mulheres em idade fértil, Alexandre Padilha sugeriu ao secretário Helio Franco uma videoconferência somente no Estado, a fim de aperfeiçoar o novo Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna.
                Outra meta é criar, nos municípios, comissões comprometidas em manter atualizadas as informações cadastrais de todas as gestantes atendidas nas unidades básicas de saúde. “O objetivo é avaliar as causas e as circunstâncias da morte, e verificar se os casos foram provocados por complicações gestacionais”, ressaltou o ministro.
Mortalidade - Para Helio Franco, os encontros virtuais entre ministro, Sespa e Cosems (Colegiado dos Secretários Municipais de Saúde do Pará) são essenciais para verificar onde o Pará deve reduzir mais os índices de mortalidade materna, identificando as gestantes de alto risco que necessitam de pré-natal precoce.
                Durante a divulgação da pesquisa, Alexandre Padilha disse que outro levantamento feito pelo MS, no ano passado, indica que, de cada quatro gestantes atendidas pelo SUS, uma se queixa de algum tipo de negligência ou maus tratos no momento do parto.
                Ana Guzzo informou que o Estado tem fortalecido as políticas de saúde voltadas às gestantes, dando todo o suporte para que os municípios construam seus planos de ação dentro da Rede Cegonha, a fim de qualificar a assistência à grávida e ao bebê.
                Segundo um relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde), feito em parceria com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o Fundo de População das Nações Unidas e o Banco Mundial da Organização das Nações Unidas, houve uma queda de 51% no número de mortes maternas no Brasil entre 1990 e 2010.
                De acordo com Ana Guzzo, é importante a criação dos comitês municipais para a investigação de óbitos no Estado. “Temos que unir forças para identificar a situação e aperfeiçoar o sistema. Precisamos de dados seguros para a redução de mortes materna”, concluiu.


Texto:
Edna Sidou-Sespa

Pará e Amapá fazem
acordo sobre atendimento
de pacientes do SUS
                Pará e Amapá fecharam nesta sexta-feira (25) um acordo de compensação na distribuição de recursos financeiros relacionados ao atendimento de pacientes paraenses no Amapá e de amapaenses no Pará. O fato é que o Amapá atende muitos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Afuá, na ilha do Marajó, que procuram atendimento nos municípios de Macapá e Santana, enquanto, por outro lado, Belém recebe pacientes do Amapá.
                Para reduzir o déficit do Amapá, a partir da competência junho, o valor de R$ 50 mil será retirado do teto financeiro de média e alta complexidade do município de Afuá e será incorporado no teto de Belém, para atender pacientes do Amapá. A decisão será oficializada em resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), mas já teve a concordância da secretária municipal de Saúde de Afuá, Ana Cláudia Lima de Souza.
                O acordo alivia um pouco, porém ainda não põe fim ao déficit do Amapá, que também atende a pacientes de outros municípios paraenses, como de Almeirim, e o distrito de Monte Dourado, no oeste do Estado. Uma proposta de solução é reduzir o valor do repasse do Pará para o Tocantins, hoje em torno de R$ 250 mil, embora a série histórica aponte que os procedimentos feitos em pacientes do Pará, principalmente nas áreas de psiquiatria e oncologia, não passam de R$ 180 mil por mês. Essa mudança, no entanto, precisa de aprovação do Ministério da Saúde.
                O acordo foi firmado em reunião no gabinete da Sespa, com a presença do secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco; secretário estadual de Saúde do Amapá, Ronaldo Dantas; presidente do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Charles Tocantins; assessor técnico do Cosems, Ed Wilson Silva; técnico de Avaliação, Controle e Regulação do Amapá, Marcos Boução; chefe da Divisão Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Graça Soutello; e da coordenadora de PCEP/ PPI, Renata Hage.

Texto:
Roberta Vilanova-Sespa

Mutirão judiciário
concede 61 benefícios
a internos da Susipe
                Cerca de 200 internos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, localizada no município de Santa Izabel do Pará, receberam esta semana assistência jurídica no mutirão carcerário promovido pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado (TJE), Ministério Público e Defensoria Pública. Os trabalhos foram concluídos na manhã desta sexta-feira (25), com 61 benefícios concedidos, dos quais 48 livramentos condicionais.
                O objetivo do mutirão foi analisar os processos dos presos que cumpriram parte da pena com bom comportamento e têm direito a benefícios como remição de pena, progressão de regime, liberdade condicional e prisão domiciliar. Dos casos analisados, quatro prisões domiciliares e nove progressões para o regime semiaberto foram concedidas.
                A cerimônia que concedeu o livramento condicional, prevista na Lei de Execução Penal, foi comandada pelo juiz Cláudio Rendeiro, titular da 1ª Vara de Execução Penal. “Hoje percebo que o sonho que eu tinha de integração entre os órgãos da execução penal está acontecendo. Estamos construindo pontes, e não muros”, disse o magistrado.
                Ele informou ainda aos internos que receberam o livramento as condições impostas para permanecerem em liberdade, entre elas ter uma ocupação lícita, comparecer mensalmente à Vara de Execuções Penais e não se ausentar da comarca. Esta foi a quinta cerimônia feita pelo juiz, que em dois meses já colocou em liberdade outros 204 presos.
                O titular da Susipe, André Cunha, também ressaltou a integração dos responsáveis pelo mutirão. “A união dos órgãos da execução penal é uma forte ferramenta que produz excelentes resultados”, disse. “Aproveitem essa oportunidade para honrar e dar bons exemplos aos filhos de vocês”, concluiu, falando diretamente aos beneficiados pelo mutirão.
                Durante a solenidade, Paulo Roberto Pinheiro, 27 anos, foi agraciado com uma passagem aérea doada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Com residência fixa no Estado do Amazonas, lá ele vai cumprir em liberdade a outra parte da pena. “Estou vivendo uma emoção que não tem explicação. Começo uma nova fase da minha vida. Quero voltar ao convívio familiar e dar continuidade aos meus estudos”, disse.
                O mutirão seguiu para o Centro de Recuperação Penitenciário do Pará, também em Santa Izabel, onde acontece até sábado (26), para ser encerrado dia 14 de junho, no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico.


Texto:
Nara Pessoa-Susipe

Detran será parceiro do
Ministério da Saúde

no projeto Vida no Trânsito
                O Departamento de Trânsito do Pará (Detran-PA) será um dos parceiros preferenciais do Ministério da Saúde (MS) no Projeto Vida no Trânsito. O lançamento oficial no Estado aconteceu na quinta-feira (24), no auditório da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e contou com a participação de representantes de todos os órgãos ligados à segurança pública, das secretarias de Saúde do Estado e de Belém e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Seção Pará.
                No Detran, as discussões sobre o projeto aconteceram na manhã desta sexta-feira (25), e contaram com a participação do consultor do Ministério da Saúde, Luís Otávio Maciel Miranda. Ele explicou que o projeto é uma iniciativa brasileira, que tem o aval da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de várias entidades internacionais que trabalham com a redução dos índices de acidentes de trânsito em todo o mundo.
                O projeto foi iniciado em 2010 em 10 países, e tem a perspectiva de atuação até 2014. No Brasil é desenvolvido nas cidades de Palmas (TO), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR), abrangendo todas as regiões brasileiras."As ações são focadas em ações locais, a serem conduzidas em parceria internacional", assinalou Luís Otávio.
                Depois de lançar o projeto nas cinco cidades citadas, o Ministério da Saúde decidiu que os recursos, que totalizam R$ 12,2 milhões, oriundos de verbas de custeio do Sistema Único de Saúde (SUS), devem chegar também às demais capitais brasileiras. A exigência é que estas cidades apresentem projetos que expressem com clareza como será usado o dinheiro.
                No Pará, a expectativa é que o Estado, e especialmente a capital, recebam separadamente R$ 250 mil do projeto do Ministério da Saúde.
Oficina - Nos dias 20 e 21 de junho, em Brasília (DF), acontece a oficina de expansão do projeto Vida no Trânsito, com a presença de representantes do Detran, Sespa, Sesma (Secretaria de Saúde do Município de Belém) e Ctbel (Companhia de Trânsito do Município de Belém).
                Para o diretor técnico operacional do Detran, Dulcídio Oliveira Neto, a visita do consultor do MS ao Detran cria um canal direto da autarquia com o Ministério, na perspectiva de melhorar as ações de educação e fiscalização de trânsito.
                "A OMS incorporou o acidente de trânsito como questão de saúde pública, e isso se insere nos nossos projetos", analisou. Além de Dulcídio Oliveira, participaram da reunião o presidente da Federação Nacional das Associações de Detrans (Fenasdetrans), Mário Conceição; a coordenadora de Educação do Detran, Alessandra Andrade, e técnicos da autarquia.

Texto:
Orlando Cardoso-Detran

Vigilância eletrônica da PMB
flagra quase 400 pessoas
despejando lixo e entulho
nas ruas e canais de Belém
Segundo o  último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) cobre 97% dos domicílios de Belém com a coleta de lixo domiciliar porta a porta. Os 3% que ainda estão descobertos são referentes a novas  áreas de invasão que ainda estão  sendo incluídas nos roteiros de coleta.
 Em relação à informação também do IBGE que diz que 10% dos domicílios de Belém estão próximos a áreas de acúmulo de lixo e entulho, a Sesan esclarece, que se trata de áreas conhecidas como pontos críticos de descarga criminosa  de lixo e entulho.  A Sesan tem intensificado o trabalho de fiscalização e monitoramento dessas áreas.
Foram instaladas seis câmeras de monitoramento em pontos críticos e outras seis devem ser instaladas até o final do ano. “Com isso, tivemos redução de 40% desses pontos críticos desde que a fiscalização e o trabalho de educação intensificados”, detalha Ivan Santos, titular da Sesan. Eram mais de 415 pontos críticos, e hoje são menos de 260 em toda a cidade.Somente este ano, a fiscalização eletrônica das câmeras e de equipes volantes foi responsável por 386 flagrantes de despejo criminoso de lixo e entulho em Belém. Nessa operação, 16 pessoas foram presas por crime ambiental.
Calendário- A coleta de lixo domiciliar em Belém ocorre de duas formas: em dias alternados, segunda, quarta e sexta-feira, terça, quinta-feira e sábado ou diariamente, exceto domingo em áreas pontuais da cidade, como as vias do entorno do Aeroporto. Em média, a Sesan recolhe por dia cerca de 1,2 toneladas de lixo domiciliar e  cerca de 700 toneladas de entulho. A Sesan esclarece que  população deve esperar os dias e horários de coleta para  colocar o lixo domiciliar em frente às residências.
Para  informar à população os horários de coleta a Sesan realizou a distribuição de calendários com os dias e horários da coleta, além de realizar campanhas educativas para informar como acondicionar os materiais. Em relação ao entulho, segundo o Código de Posturas do Município de Belém só cabe ao poder público o recolhimento do equivalente a um metro cúbcio de entulho ( o tamanho de um fogão de quatro bocas). Volume superior a esse é de responsabilidade do gerador dar o destino adequado. Mesmo assim, a Sesan recolhe volume acima de um metro cúbico, através de solicitação pelo número 156, a ligação é gratuita, inclusive de celular.
 A coleta seletiva porta a porta é outra aliada da PMB na luta contra o lixo e entulho.Desde que foi intensificado, há cerca de quatro meses, o trabalho de coleta seletiva de lixo recolhe, em média, 900 toneladas de materiais recicláveis em Belém. É o projeto Coleta Seletiva Porta a Porta da Sesan,  que existe desde 2005, mas que foi todo reformulado para otimizar a estratégia de retirada dos materiais recicláveis do meio ambiente e ainda melhorar a qualidade de vida dos catadores que atuavam no aterro sanitário do Aurá.
 Ao todo 80 catadores, que trabalham no Aurá, estão hoje inseridos no projeto Porta a Porta com apoio da Sesan. Eles cobrem ruas de 10 bairros de Belém. Pedreira, Marco, Reduto, Umarizal, Nazaré, Marambaia, Cremação, Jurunas, Batista Campos, e Sacramenta (ao longo do canal São Joaquim).  A coleta Porta a Porta também está implantada em oito ilhas da capital: Papagaio, Grande, Nova, Combú, Murucutum, Jutuba, Paquetá e Cacau já recebem as visitas dos catadores, que retiram o material que geralmente vai parar nas ilhas levadas pela maré da Baia do Guajára.  Duas embarcações fazem o trabalho  há cerca de dois meses. Em Mosqueiro e Cotijuba o trabalho deve estar funcionando até julho deste ano.

Texto: Kátia Aguiar- Ascom Sesan

Idosos atendidos pelo
Cras visitam sede da
Fundação Curro Velho
                Um grupo de 20 idosos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Belém, localizado no bairro de Águas Lindas,visitou na manhã desta sexta-feira (25) a sede da Fundação Curro Velho. Eles conheceram oficinas de pintura, cerâmica e o espaço da Lutheria e conferiram os resultados das atividades com uma exposição permanente montada no salão de entrada da instituição.
                A aposentada Graça Mafra contou que conheceu o espaço pela primeira vez e se interessou por várias oficinas. “Vou me matricular no segundo semestre, gostei muito do que vi aqui, quero fazer todos os cursos”, disse. Aeda Contente, atendida pelo Cras de Águas Lindas, achou interessante o trabalho feito com a reciclagem. “Gostei de ver como vocês transformam em arte o material que vai para o lixo, como papel, jornal e lonas”, afirmou.
                O arte-educador da Fundação Socioeducativa do Pará (Funpapa) Alciney Veras, que acompanhou o grupo de idosos, saiu satisfeito com a visita. “No Cras atendemos um total de 70 idosos, hoje vieram uns 20. A maioria do nosso público não conhecia o trabalho da Fundação Curro Velho. Todos se interessaram muito. Conheceram as atividades que são criatividades diferentes “, disse.

Texto:
Andreza Gomes-FCV

Bacharelado em Música
da Fundação Carlos
Gomes completa 15 anos
                O curso de bacharelado em Música da Fundação Carlos Gomes (FCG), realizado em parceria com a Universidade do Estado do Pará (Uepa), celebra 15 anos de criação neste fim de semana. Ao longo de todos esses anos, exatamente 110 alunos graduaram-se músicos ou cantores profissionais e iniciaram um novo período na produção musical paraense, que ganhou mais elementos a partir do aprofundamento das experiências e estudos acadêmicos. Uma programação gratuita no Espaço São José Liberto, no domingo (27), a partir das 16h, celebrará a data com o som da Orquestra de Choro Uirapuru, Valdirene e Latin Jazz. As apresentações também marcam os 19 anos de criação da Uepa.
                O coordenador do bacharelado em Música, Jonathan Miranda, conta que o curso oferece habilitações em Canto Lírico, Instrumentos e, a mais recente, de 2007, Composição e Arranjo. Ele conta que esta última é única no Brasil, pois nenhum outro bacharelado em Música agrega essas duas habilidades. “A habilitação em Composição e Arranjo foi a primeira da Região Norte e podemos dizer que é única também no Brasil, pois nenhum outro bacharelado em Música tem essas duas habilidades em uma única habilitação”, revela.
                A formação oferecida em Música pela Uepa é diferenciada dos demais cursos de bacharelado, pois tem disciplinas individualizadas, nas quais os professores ministram aulas para apenas um aluno. “É preciso uma formação diferenciada para o músico que lida com instrumentos, composições e outras habilidades que, necessariamente, são práticas”.
Novo cenário musical
                Jonathan ressalta que, desde a criação do curso de bacharelado em Música, o cenário musical paraense passou por uma transformação, que profissionalizou e lapidou os talentos locais. “Muitos músicos experientes buscam o curso para aprofundar ainda mais os seus estudos. Isso eleva o nível de qualificação do profissional e reflete também no gosto do público, que passou a ser mais exigente também, sabendo o que é bom ou o que é ruim”.
Muitos dos músicos certificados pela Uepa, atualmente, são instrumentistas em orquestras locais, nacionais e até internacionais. Outros participam de grupos de sucesso em todo o país, sejam como instrumentistas ou compositores. O coordenador do curso cita o exemplo da orquestra do Theatro da Paz. “Todos os músicos que hoje atuam na orquestra o Theatro da Paz passaram pelo curso. Muitos já eram músicos profissionais, mas buscaram o bacharelado para se especializarem”.
Robenare Marques, 35, tem história para contar. Ele, que estuda música desde os 7 anos de idade, fez parte da primeira turma do bacharelado em Música da FCG, apesar de ter se formado junto com a segunda turma, já com a habilitação em Composição e Arranjo. Para ele, o estudo da música nunca cessa e deve ser constante mesmo para os músicos mais experientes. “A gente amadurece musicalmente, conhece outros músicos. Sempre temos que aprender mais, produzir coisas novas”, afirma o músico.
                Da mesma forma, Jacinto Kahwage, aluno do curso na mesma habilitação de Robenare, acredita que o bacharelado está ampliando a sua visão de mercado, inspirando-o a produzir novos trabalhos. “Toco há anos, mas no curso estou aprendendo a compor em instrumentos de cordas, além de aprofundar meu conhecimento em música erudita, história da música, da arte. Isso é muito importante. Abre a minha visão de mercado para produzir coisas novas”, diz o aluno, que planeja um CD de bolero, com novas composições e misturas de ritmos.
Formação
                O bacharelado em Música é desenvolvido em regime seriado anual e tem até 3.360 horas de duração, dependendo da habilitação. O candidato pode concorrer a uma vaga pelo Processo de Ingresso Seriado (Prise) ou pelo Processo Seletivo (Prosel). A duração mínima para as habilitações é de quatro anos, e a máxima de sete. O curso funciona em período noturno, nas dependências da FCG.

                Os egressos do curso são formados com conhecimentos musicais que os habilitam a atividades nos diversos segmentos da área de música erudita e pesquisa musical. Podem atuar como solista, corista, instrumentista de orquestras, de bandas e de conjuntos camerísticos. O músico também exerce cargos administrativos na área da educação e cultura em órgãos oficiais, institutos de música, de pesquisa e universidades, além de empresas e entidades do setor cultural.


Texto:
Thiago Melo-Secom

Cozinheiras aprendem
a usar alimentos regionais
na merenda escolar
                Merendeiras e nutricionistas de vários municípios paraenses aprendem a fazer um prato nutritivo, rápido, fácil e de baixo custo na oficina da cozinha saudável montada no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A atividade faz parte da programação  técnica da primeira Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), promovida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater) até domingo (27).
                A oficina tem como orientadores conceituados chefs de cozinha de bares e restaurantes renomados em Belém. O objetivo é ensinar pratos novos e cardápios alternativos a serem usados na merenda escolar paraense, tendo como base os produtos já comercializados pelo Programa de Aquisição de Alimentos.
                Sob o comando do chef Augusto Abreu, o cardápio apresentou dois pratos preparados a base de pescado: Filé de pescada gó a Marapanim e Penne ao molho de camarão regional. Com tempo de preparo entre 20 a 25 minutos, uma porção de 300 gramas não custa mais que R$ 2,05.
                A merendeira Nely Modesto, que desenvolve um trabalho filantrópico, disse que a partir de agora a sopa que é servida por sua equipe aos moradores de rua vai ter a inclusão do pescado. “Além de atrativo e gostoso, o prato é muito barato”, enfatizou. Apesar da grande abundância do pescado no Pará, o produto ainda não é usado na merenda escolar.
                Para o chef, quem manipula diretamente o alimento nas escolas às vezes não escolhe o cardápio, uma vez que a grande maioria dos produtos comprados para a merenda escolar é industrializado. A ideia da oficina é despertar nas merendeiras e nutricionistas o hábito de introduzir nos cardápios alimentos regionais e de época, como frutas e verduras.
                Os pratos feitos com produtos regionais alcançam um custo até 80% menor em relação à comida feita com produtos industrializados. “Quanto ao valor nutritivo esse percentual chega a 85%”, calcula Augusto Abreu.


Texto:
Iolanda Lopes-Emater

CTBel nomeia candidatos
aprovados e classifica​dos
em concurso público
A diretora-superintendente da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), Ellen Margareth Souza, nomeou no último dia 22, através de Portaria,  108 candidatos aprovados e classificados no Concurso Público nº 01/2011. Os novos funcionários são 93 agentes de trânsito, 10 agentes administrativos e 05 fiscais de transportes, que tomaram posse nos cargos na sede do órgão nesta última quinta-feira,24.
Após este trâmite burocrático, todos agora serão lotados na sede e nos postos de serviços da CTBel, sendo que os agentes de trânsito passarão ainda por curso de capacitação.     
Agentes- Como parte do curso de capacitação os 93 agentes de trânsito nomeados pela CTBel vão realizar treinamento nas ruas  a partir da próxima segunda-feira,28),sempre acompanhados de agentes veteranos, que hoje vêm trabalhando nas vias no entorno onde estão sendo realizadas as obras do BRT Belém, pontos considerados ideais  para o aprendizado prático dos novos agentes.
 O curso de capacitação de Agente de Trânsito tem carga de 160 horas, realizado em 20 dias e por período integral, ministrado por técnicos da companhia, e convidados, com aulas sobre o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), relações humanas e interpessoais, aulas práticas e outras inerentes ao cargo.

Texto: Ascom CTBel

Sesma incentiva prática
de esportes no
tratamento psicossoci​AL
Comprovando os benefícios que o esporte pode trazer para o corpo e a mente humana, além de estimular a recuperação e ressocialização de pacientes do Centro de Atenção à Saúde do Usuário de Álcool e outras Drogas (Casa AD) e dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a  Prefeitura de Belém,por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) realiza o primeiro Torneio Poliesportivo  entre Caps.
O torneio esportivo faz parte das programações do Dia Nacional da Luta Anti-manicomial, que aconteceu no último dia 18 de maio. Durante essa programação, foram promovidas palestras, mesas de debates com participação de representantes do Ministério Público Federal e membros das Universidades Federal e Estadual do Pará.
De acordo com a diretora da Casa AD, psicóloga Vera Fonseca, o torneio é uma estratégia para interligar todos os centros que trabalham com álcool e drogas. Um retorno à sociedade sobre os ganhos que o esporte pode trazer na recuperação de pacientes."“O esporte é  muito importante na recuperação física, criação de laços de amizades e no estabelecimento de uma nova perspectiva de vida. É a busca pelo retorno à sociedade como cidadão. Infelizmente ainda há um preconceito muito grande com o alcoólatra ou com o usuário de drogas, provocado pelo desconhecimento e pelo medo. Por isso trabalhamos  em uma política de redução de danos aos pacientes.”, afirma a diretora.
Um dos atletas revelação do time de futebol de salão da Casa AD, Moacy Leão, diz que praticar esportes foi um grande avanço na melhoria e desenvolvimento de seu tratamento. “Hoje estou aqui com meus novos amigos, feliz, correndo e brincando. É muito bom conhecer outras pessoas  que têm problemas  e histórias de superação, parecidas com as nossas.”, concluiu.
Para ser atendido na Casa AD, o paciente não precisa de encaminhamento, basta procurar o serviço. Lá o paciente será acolhido e terá um plano terapêutico individual traçado pela equipe do centro que, a partir daí o encaminhará ao atendimento multidisciplinar, onde ele vai receber acompanhamento com clínico, psicólogo, psiquiatra e terapeuta ocupacional.
 A Casa AD, fica na avenida Almirante Barroso, em frente ao Bosque Rodrigues Alves.

Texto: Fernando Rodrigo Diniz / Ascom Sesma.

Ophir Loyola faz
programação pelo Dia
Mundial Sem Tabaco
                O Hospital Ophir Loyola promove, quarta (30) e quinta-feira (31), programação com o tema “Fumar; faz mal para você, faz mal para o planeta”, alusiva ao Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado na quinta e criado em 1986 pela Lei Federal nº 7.488. O objetivo é reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.
                A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que oito milhões de pessoas podem morrer em consequência do fumo até 2030. O tabagismo está associado à mortalidade por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, leucemia mieloide aguda, entre outros), hipertensão arterial, acidente vascular encefálico, e diversas outras doenças pelo simples fato de ficar exposto à fumaça do cigarro.
                Haverá, quarta-feira, um abraço simbólico à praça Batista Campos, em parceria com a Rede Paraense de Controle ao Câncer. Enfermeiros, técnicos e residentes de enfermagem do hospital vão dar orientação ao público e distribuir folders. O abraço simboliza a defesa da natureza, pois além dos danos à saúde, o cigarro polui o ambiente, haja vista que a fumaça contém substâncias tóxicas, corantes e agrotóxicos que afetam o meio ambiente.
                Na quinta- feira, haverá uma programação no auditório do hospital, com conferências como “O impacto da indústria tabagista no meio ambiente” e “Fumar faz mal para você”. Na ocasião, será apresentada a campanha nacional e haverá a premiação do concurso de desenhos e frases da Escola Doutor Carlos Guimarães.

Municípios Verdes puxam
 crescimento do
emprego no Pará
                As cidades que fazem parte do programa estadual Municípios Verdes registraram novo recorde de geração de empregos no Pará. Foram 33 mil postos de trabalhos criados nos últimos 12 meses, sendo aproximadamente 9 mil só nos quatro primeiros meses deste ano. O balanço positivo foi observado em 65% das 91 cidades que já aderiram ao programa do Governo do Estado.
                Nos 143 municípios do Pará, de maio de 2011 a abril de 2012, foram mais de 50 mil novos empregos formais. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), que analisou o avanço a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
                Segundo o Dieese, o estudo mostra o avanço do emprego formal em todo o Estado e destaca a contribuição significativa dos municípios integrantes do programa no crescimento dos empregos no Pará. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram feitas nos 143 municípios paraenses 118.980 admissões contra 108.018 desligamentos, gerando saldo positivo de 10.962 postos de trabalho, com um crescimento de 1,58%. A maioria desses novos empregos estão nas cidades participantes do programa.
                Entre as 91 cidades integrantes do programa estadual, Altamira (que gerou 10.061 empregos), no oeste; Parauapebas (8.843), no sudeste, e Ananindeua (4.118), no nordeste, puxaram o crescimento do emprego no Estado, entre os meses de maio do ano passado a abril deste ano. “Inicialmente eram 75 municípios integrantes do programa governamental. Hoje já são 91 municípios. Estas cidades representam hoje 64% do total de cidades do Estado do Pará, que possui 143 municípios”, enfatiza a pesquisa.
                O levantamento do Dieese mostra que nos 91 Municípios Verdes ocorreram 69.227 admissões contra 60.492 desligamentos, gerando um saldo positivo de 8.735 postos de trabalhos, com destaque para a Construção Civil, que apresentou saldo positivo de 5.368 postos de trabalhos, seguido do setor de Serviços, com 1.423 novos empregos, e do Comércio, que apresentou saldo positivo de 1.004 postos de trabalhos.

Programa

                Lançado pelo Governo do Pará em março de 2011, o Municípios Verdes promove o reflorestamento e a regularização fundiária; apoia a conclusão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Licenciamento Ambiental Rural (LAR); reduz o desmatamento e a degradação ambiental; apóia a gestão de resíduos sólidos; promove ações de educação ambiental e fortalece órgãos municipais, entre outros benefícios. Todos estes objetivos transformam os diversos setores econômicos dos municípios, que passam a desenvolver ainda mais a economia, atraindo novos investimentos, sem prejudicar o meio ambiente.

Texto:
Thiago Melo-Secom

Secult propõe debates
sobre Territórios do
 Patrimônio Cultural
                No mês de maio, o projeto “Diálogos com o Patrimônio: Valorizando Memórias e Construindo a Cidadania Cultural”, ação do Programa de Educação Patrimonial, do Departamento Patrimônio Histórico, Artistico e Cultural (DPHAC), da Secult, propõe o debate com o tema Territórios do Patrimônio Cultural, com reflexão sobre os diferentes espaços materiais e simbólicos em que nosso patrimônio paraense se expressa e interage. A edição de maio do projeto Diálogos com o Patrimônio acontece nesta segunda-feira, 28, no Museu Histórico do Estado do Pará.
                O patrimônio cultural é constituído de territórios, que não são apenas espaços em que se concentram “coisas antigas”, mas lugares que a sociedade e seus grupos escolhem preservar por remeterem a acontecimentos importantes para suas vidas coletivas. São também “lugares” simbólicos, não somente relacionados com a ideia de preservação física, mas de lembranças de acontecimentos, de histórias particulares e de criações da cultura que, de várias formas, guardam memórias que o presente precisa reviver e discutir para que continuem existindo.
                O projeto o projeto “Diálogos com o Patrimônio” tem como público-alvo instituições governamentais, de ensino e pesquisa, secretarias municipais de Educação, Cultura, Turismo e Meio Ambiente; assim como moradores e trabalhadores de centros históricos, agentes de cultura e representantes da sociedade civil interessados em patrimônio cultural.

                Expositores:

                Verônica de Araújo Capelo, mestre em Filosofia da Educação pela FGV-RJ, foi professora e pesquisadora da PUC e FGV, é professora da UFPA onde ministra entre outras disciplinas Filosofia da Cultura e Filosofia da Música, e coordena o projeto de extensão sobre Filosofia e Cinema.
                Maria do Socorro Simões possui graduação em Licenciatura em Letras (Português e Inglês) pela Universidade Federal do Pará (1969), mestrado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978).
                Maria Goretti da Costa Tavares é graduada em Licenciatura Plena em Geografia (1988) e Bacharelado em Direito (1987) pela Universidade Federal do Pará.
                Agenor Sarraf Pacheco é Doutor em História Social (PUC-SP, 2009); Mestre em História Social (PUC-SP, 2004); Especialista em Métodos e Técnica em Elaboração de Projetos Sociais (PUC-MG, 2002) e Licenciado Pleno e Bacharel em História (UFPA, 1999).

                Serviço:

                Projeto Diálogos com o Patrimônio: "Territórios do Patrimônio Cultural".
                Dia 28 de maio, de 15 as 17h, no Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) - Palácio Lauro Sodré, Pça. D. Pedro II, s/n, Cidade Velha.

Texto:
Jose Pacheco-Secult

A Barca das Letras vai
levar leitura e
solidariedade à Fortalezinha
                A Barca das Letras vai atracar, dias 26 e 27 deste mês, em Fortalezinha, na ilha de Maiandeua, no município de Maracanã, litoral do nordeste paraense, para estimular a leitura e a solidariedade na comunidade. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio da Diretoria de Áreas Protegidas e Gerência da Área de Preservação Ambiental (APA) Algodoal-Maiandeua, está dando apoio nesta parceria estabelecida entre a Campanha do Carimbó, Espaço Tio Milico e o Movimento Nossa Casa.
                Convidados pela campanha "Carimbó: Patrimônio Cultural Brasileiro", os integrantes do Movimento Nossa Casa de Cultura e Cidadania se preparam para levar livros e solidariedade a crianças, jovens e adultos que frequentam o Espaço Cidadão Tio Milico, organização cultural comunitária que desenvolve um trabalho de afirmação cultural e cidadania através da tradição do carimbó pau e corda, manifestação que resiste ao tempo nessa vila de pescadores.
                Fortalezinha é uma das comunidades que integram a Área de Proteção Ambiental de Algodoal-Maiandeua e, de acordo com os técnicos da Sema, a vila é um lugar onde são mantidas vivas as tradições e um modo de vida de respeito à natureza. A ação da Barca das Letras na comunidade envolve uma campanha de arrecadação solidária de livros, gibis, revistas e materiais didáticos para doações à garotada de Fortalezinha e à “Cascoteca” do Espaço Tio Milico, biblioteca comunitária com formato de casco (canoa) montada pelo coordenador, Manoel Preto.
                A Sema apoiará o projeto com transporte de Belém até a Ilha de Maiandeua, oferecendo à comunidade uma exposição de fotografias da APA que poderão ser levadas pelos presentes como recordação, e ainda doação de livros, revistas, cartilhas e guias turísticos da ilha. “Ao sermos convidados a participar, não poderíamos deixar de apoiar um projeto tão especial como este, que leva cultura e cidadania aos moradores das comunidades da APA. Entendemos que a responsabilidade social também faz parte da política estadual de gestão do meio ambiente”, explica a Gerente da APA Adriana Maués.

Texto:
Káthia Oliveira-Sema

Suriname pode fechar
acordo para controle
sanitário da fronteira
com o Pará
                Os governos do Brasil, do Pará e do Suriname devem assinar um protocolo de cooperação na área da defesa agropecuária para o controle de pragas e doenças animal e vegetal. Foi o que ficou acertado entre o secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, e o embaixador do Suriname, Marlon Mohamed Hoesein, durante reunião, na Sagri, na manhã desta sexta-feira (25).
“Muito nos interessa fazer um protocolo de cooperação entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Agência de Defesa Animal do Pará (Adepará) e o Ministério da Agricultura do Suriname, para controlar e combater pragas e doenças, particularmente a mosca da carambola, que é uma ameaça real à fruticultura brasileira”, afirmou o secretário.
                O embaixador destacou o fato de o Pará e o Suriname serem vizinhos. “Estou aqui em Belém como vizinho do Estado do Pará, temos terras ligadas, a gente se conhece já faz muito tempo, acho que agora temos que acelerar o processo de integração que estamos passando”. Ele disse que o seu país tem interesse em estreitar mais os laços comerciais com o Pará. “Temos que ver como podemos trabalhar juntos para criar oportunidades, discutir com mais detalhes por que há oportunidades”.
O secretário Hildegardo reforçou a ideia. Segundo ele, há produtos que o Pará pode fornecer para o Suriname, da mesma forma que eles podem fornecer ou servir de ponte para outros produtos, principalmente da agropecuária. “Precisamos que os governos deixem de estar de costas e possam se integrar nesse pacto pan-amazônico, que poderá favorecer não só a agricultura, mas a indústria e o turismo na medida em que se pode viabilizar novas rotas logísticas capazes de fazer uma maior integração”, concluiu.

Texto:
Raimundo Sena-Sagri

Curso de Arranjos
Florais incentiva
produção comunitária
                A artesã mosqueirense Maria Cristina Santos, de 56 anos, está maravilhada com as aulas de arranjo floral que está recebendo desde quarta-feira (23), como parte da programação da Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), realizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). As participantes receberam kits completos para iniciação definitiva em um trabalho com flores naturais.
                Maria Cristina contou que há 30 anos trabalha com artesanato, mas que essa oportunidade de trabalhar com flores tropicais, ofertada pela Emater, mudou o panorama de produção e de rentabilidade da comunidade Marí-Marí, no distrito de Mosqueiro, por exemplo. “Há dois anos, recebemos na comunidade alguns rizomas de plantas tropicais e hoje já estamos expandindo a produção de mudas. Agora com esse curso, vamos ganhar dinheiro”, disse.
                Segundo a técnica da Emater Soraya Araujo, engenheira agrônoma, com a execução desse segundo módulo do curso de Arranjos Florais - o primeiro aconteceu em novembro passado -, as agricultoras familiares e técnicas da Emater que acompanham a programação poderão consolidar seus conhecimentos. “Outro ponto importante é que elas têm a função social de multiplicadoras”, ressaltou.
                Durante o terceiro dia de oficina, as participantes receberam um “kit florista”. Com instrumentos específicos como: alicate de arame, canivete de poda, arames para arranjos, pistola de cola quente e refis, segundo a professora Wilma Belloto, designer floral, as cursistas passaram a possuir o material necessário para iniciar a atividade de arranjos florais. “Agora elas só vão precisar usar a criatividade. Estamos passando o conteúdo atrelado à prática e com os instrumentos essenciais, é só produzir”, afirmou a profissional.
                Wilma Belloto ainda ressalta que as pessoas que estejam visitando a Agrifal poderão participar das Oficinas de Arranjos Florais que acontecerão até o dia 27 pelo período da tarde. “Pela proximidade de uma data festiva propícia para presentear com flores, a temática será alusiva ao Dia dos Namorados. Agregar valor a uma produção garante um retorno maior ao produtor”, destacou.

Texto:
Kenny Teixeira-Emater

Curso de Arranjos Florais
incentiva produção
comunitária
                A artesã mosqueirense Maria Cristina Santos, de 56 anos, está maravilhada com as aulas de arranjo floral que está recebendo desde quarta-feira (23), como parte da programação da Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), realizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). As participantes receberam kits completos para iniciação definitiva em um trabalho com flores naturais.
                Maria Cristina contou que há 30 anos trabalha com artesanato, mas que essa oportunidade de trabalhar com flores tropicais, ofertada pela Emater, mudou o panorama de produção e de rentabilidade da comunidade Marí-Marí, no distrito de Mosqueiro, por exemplo. “Há dois anos, recebemos na comunidade alguns rizomas de plantas tropicais e hoje já estamos expandindo a produção de mudas. Agora com esse curso, vamos ganhar dinheiro”, disse.
                Segundo a técnica da Emater Soraya Araujo, engenheira agrônoma, com a execução desse segundo módulo do curso de Arranjos Florais - o primeiro aconteceu em novembro passado -, as agricultoras familiares e técnicas da Emater que acompanham a programação poderão consolidar seus conhecimentos. “Outro ponto importante é que elas têm a função social de multiplicadoras”, ressaltou.
                Durante o terceiro dia de oficina, as participantes receberam um “kit florista”. Com instrumentos específicos como: alicate de arame, canivete de poda, arames para arranjos, pistola de cola quente e refis, segundo a professora Wilma Belloto, designer floral, as cursistas passaram a possuir o material necessário para iniciar a atividade de arranjos florais. “Agora elas só vão precisar usar a criatividade. Estamos passando o conteúdo atrelado à prática e com os instrumentos essenciais, é só produzir”, afirmou a profissional.
                Wilma Belloto ainda ressalta que as pessoas que estejam visitando a Agrifal poderão participar das Oficinas de Arranjos Florais que acontecerão até o dia 27 pelo período da tarde. “Pela proximidade de uma data festiva propícia para presentear com flores, a temática será alusiva ao Dia dos Namorados. Agregar valor a uma produção garante um retorno maior ao produtor”, destacou.



Texto:
Kenny Teixeira-Emater

Diretoria da Festa de
Nazaré se reúne com
governador Simão Jatene
                O arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, e os representantes da Diretoria da Festa de Nazaré se reuniram com o governador Simão Jatene, na manhã desta sexta-feira (25), para anunciar alguns detalhes do Círio 2012 e pedir o apoio do governo do estado para a realização da maior festa religiosa do Estado. “Viemos para conversar com o governador sobre projetos ligados ao Círio de Nazaré. Todos os anos nós temos encontrado uma parceria muito significativa da parte do governo do estado”, disse Dom Alberto.
                Na ocasião, foram apresentados para o governador dois projetos que necessitam do apoio do governo: um voltado para a realização da festa e outro direcionado para a questão da transmissão do evento. Segundo a diretoria, a cada ano que passa há um envolvimento maior de emissoras de televisão do Brasil e do mundo, interessadas em cobrir o evento religioso. “Agora o governador fará todos os estudos e verificará as providências, como sempre acontece. O que posso adiantar é que a acolhida e a disposição da parte do governo do estado continuam sempre animadoras para a realização dessa festa maravilhosa”, enfatizou o arcebispo.
                Também participaram do encontro o senador Flexa Ribeiro, o diretor e coordenador da Diretoria da Festa de Nazaré, Kleber Vieira, os diretores da festa, Roberto Mauro de Souza e Arnaldo Pinheiro, o Padre José Ramos das Mercês, Reitor da Basílica Santuário de Nazaré e César Neves, que foi coordenador da Festa até o ano passado.

Texto:
Bruna Campos-Secom

Dia Nacional do Respeito
ao contribuinte
comemorado na Sefa
                O  Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte, que é comemorado nesta sexta-feira, 25, recebeu atenção especial no setor de atendimento da Secretaria da Fazenda (Sefa). Na Central de Serviços, em Belém, o público foi recpecionado com festa e, de brinde, ainda ganhou um marcador de livros lembrando a data. Instituído pela lei federal 12.325, de 15 de setembro de 2010, o Dia do Respeito ao Contribuinte tem o  objetivo de mobilizar a sociedade e os poderes públicos para a conscientização e a reflexão sobre a importância do respeito ao contribuinte.
                No Pará, as instituições que atuam em parceria no Programa Estadual de Educação Fiscal -  Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Secretaria de Estado de Educação (Seduc)  Secretaria de Estado de Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Seidurb), Receita Federal do Brasil/2ª Região Fiscal e Centresaf - organizaram a programação.
                Segundo o secretário da Fazenda, José Tostes Neto, o órgão de arrecadação fiscal do Estado faz questão de homenagear o contribuinte cumpridor dos seus deveres, que entende que o financiamento das obras públicas depende do recolhimento dos tributos. Ao longo de toda a semana faixas e banners lembraram a data. Também foi veiculado um spot de rádio lembrando aos contribuintes que, além de recolher o tributo, é direito do cidadão acompanhar o bom uso dos recursos públicos.

                Debate

                No dia 5 de junho será realizada uma mesa redonda sobre cidadania, voltada para jornalistas e pessoas que atuam nas mídias alternativas e sociais. A programação tem o apoio da Secretaria de Comunicação (Secom), Imprensa Oficial do  Estado (IOE), Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União e Observatório Social de Belém.
Serviço: Mesa Redonda para jornalistas:' Cidadania, um novo olhar da mídia'. Dia 05 de junho (terça-feira), no auditório da Sefa (Av. Visconde de Souza Franco, 110 - Belém), das 8h30 às 13h. Ficha de inscrição disponível no site Sefa (www.sefa.pa.gov.br), área de noticias. Inscrição pelo email efaz-capacitacao@sefa.pa.gov.br.
Temas:

                                'Educação fiscal e participação cidadã', com Ubiratan Cazzeta, procurador do Ministério Público Federal
                'Sonegação como Crime Social', com José Tostes Neto, scretário de Estado da Fazenda
                'Acompanhamento do gasto público pela sociedade', com Ivan Costa, do Observatório Social de Belém
                'Controle Social e Direito à Informação', com Marcelo Borges de Sousa, chefe da Controladoria Geral da União - Regional/PA

Texto:
Ana Márcia Pantoja-Sefa
Nota Fundo Ver-o-Sol:
Inscrições para o Curso de
Atendiment​o ao Público
Estão abertas as inscrições para o curso de Técnicas de Atendimento ao Público oferecido em parceria pelo Fundo Ver-O-Sol e Sebrae/PA . O curso  tem como objetivo aprimorar o desempenho profissional e ensinar a ter um bom relacionamento entre cliente e empresa de forma satisfatória e é aberto ao público em geral, mas os interessados devem ter mais de 18 anos.
As inscrições estão sendo feitas na sede do Fundo Ver-O-Sol e  vão até o preenchimento total das vagas disponíveis
Para se inscrever basta a apresentação do RG original, CPF e comprovante de residência ( É obrigatório ser morador de Belém). O curso terá duração de 20 horas e acontece no período de 11 a 15 de junho, de 8h às 13h.
Serviço: Curso de Técnicas de Atendimento ao Público. Inscrições gratuitas na  sede do Fundo Ver-o-Sol. Avenida Cipriano Santos, 40, São Brás.Telefones 3236-3393/3236-1886. Atendimento no horário de 08h às 13h. .
Cohab promoverá
reuniões específicas
sobre obras do
Residencial Liberdade
                A direção da Companhia de Habitação do Pará resolveu realizar cinco reuniões com os diversos públicos a serem beneficiados com o Residencial Liberdade, localizado no bairro do Guamá, deixando de promover a audiência pública prevista anteriormente.
                Segundo a presidente da empresa, Noêmia Jacob, não existe um público unificado que justifique a realização da audiência e sim grupos diferenciados, que precisam de esclarecimentos específicos. "Temos grupos diferentes que vão compor o Liberdade. Não dá pra colocar todos numa mesma audiência, então resolvemos fazer cinco reuniões para conversar os assuntos referentes a cada grupo", explicou.
                Os encontros acontecerão no período de 25 de maio a 11 de junho, com a finalidade de esclarecer sobre a retomada das obras do residencial e a reintegração de posse das unidades habitacionais não concluídas, ocupadas no início do ano. O conjunto é uma das obras do PAC e deverá beneficiar cerca de duas mil famílias, assim que for concluído.
                Abaixo, o calendário das reuniões que acontecerão no Espaço de Convivência, na sede da Cohab, Passagem Gama Malcher, 361, Souza, sempre às 9 horas.
                30 de maio (quarta-feira) - Representantes das famílias que recebem Auxílio Moradia/Área da Perimetral;
                1 de junho (sexta-feira) - Representantes das famílias do Acampamento (garantidos no acordo com o Ministério Público e novos cadastrados);
                6 de junho (quarta-feira) - Representantes das famílias do novo levantamento social realizado no Acampamento;
                11 de junho(segunda-feira) - Representantes dos ocupantes do conjunto Liberdade;
                14 de junho (quinta-feira) - Representantes das famílias que recebem Auxílio Moradia/área do Tucunduba

Texto:
Rosa Borges-Cohab

Paragominas sediará
laboratório de
fitoterápicos
                Na última quinta-feira, 24, foi definido o local que abrigará o terceiro laboratório de pesquisa e produção de medicamentos à base de plantas. Localizado no nordeste do estado, o município de Paragominas será um dos pólos de fitoterápicos paraense. O acordo foi firmado durante uma reunião entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Prefeitura de Paragominas.
                A iniciativa faz parte do Projeto FarmaViva, que integra o Programa Paraense de Incentivo ao Uso Sustentável da Biodiversidade (Biopará). O convênio prevê a compra de equipamentos e a construção de um prédio para a realização de pesquisas, além hortos para produção de mudas com certificação. Ao todo, serão investidos no município cerca de R$ 350 mil.
                A escolha por Paragominas foi baseada no fato de ser considerada um 'município verde' e possuir cerca de 1,3 milhão de hectares de floresta, o que colaborará bastante para a execução do Projeto. “A ideia é que um ano após o início dos trabalhos, a gestão do polo fique a cargo do município. Por ser considerada atualmente a cidade mais limpa do Pará e o município que mais se destacou em ações de sustentabilidade e preservação ambiental, acreditamos que Paragominas irá garantir a continuidade do Projeto”, justifica Alberto Arruda, secretário adjunto da Secti.
                O prefeito Adnan Demachki acredita que o projeto terá grande impacto social e ajudará na consolidação de Paragominas como um exemplo de município com responsabilidade ambiental. “Precisamos fazer a população entender que a floresta em pé vale muito mais do que deitada e que os recursos naturais extraídos dela podem ser uma importante fonte de renda para as famílias de Paragominas”, destaca o gestor.
                Além de Paragominas, Belém e Santarém também serão polos e funcionarão nos limites dos parques tecnológicos do Guamá e do Tapajós. O projeto é financiado pelo Ministério da Saúde e gerido pela Secti. Também estão envolvidas diretamente no projeto de criação das Farmácias Vivas, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Texto:
Raphael Freire-Secti

Emanoel Franco assina
decoração junina
do São José Liberto
                A tradicional programação junina do Espaço São José Liberto, com apresentação de quadrilhas nos fins de semana de junho, no Coliseu das Artes, contará este ano com mais uma atração. A área do Coliseu receberá uma decoração assinada pelo artista visual Emanoel Franco, que também é o autor da concepção do painel de canoas instalado em uma das paredes da Casa do Artesão.

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