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segunda-feira, maio 14, 2012

Peritos criminais do Pará aperfeiçoam suas técnicas de fonética forense

                Diariamente, peritos criminais de Fonética Forense do Pará realizam dezenas de exames periciais em registros audiovisuais, que podem representar provas de investigações para a polícia e a Justiça. Por causa da grande demanda de análises e pela necessidade em aperfeiçoar esta área, o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves ministra, de 14 a 18 de maio, na Escola de Governo do Estado do Pará, um curso voltado à área, com o objetivo de potencializar o setor e proporcionar mais segurança para que o perito auxilie as autoridades por meio do laudo oficial.
                Para ministrar o curso, a Coordenação de Aperfeiçoamento e Pesquisa (Coapes) do CPC Renato Chaves convidou a mestra Cíntia Schivinscki Gonçalves, fonoaudióloga e doutoranda em linguística aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que atua como perita criminal no Instituto Geral de Perícias (IGP).
                Com uma carga horária de 40 horas de aulas práticas e teóricas e uma turma de 15 peritos criminais do CPC Renato Chaves de Belém e do interior, o curso abordará o estudo dos fundamentos necessários para o desenvolvimento de confrontos vocais forenses, especificamente os orgânico-funcionais, de ordem linguística, e os relacionados ao processamento digital de sinais. O conteúdo inclui temas como introdução à perícia de verificação de locutor, instrumentalização em linguística, instrumentalização em acústica da fala, realização de verificação de locutor 1 e realização de verificação de locutor 2.
                O objetivo é fazer com que o perito criminal compreenda, contextualize e aplique o conhecimento técnico na identificação humana a partir de provas criminais encaminhadas ao setor de fonética forense. Todo esse material, digital ou analógico, necessita de análises de conteúdo (análise de áudios), autenticidade (verificação em edições) e autoria (verificação de locutores), que acabam fundamentando e concretizando um laudo criminal.
                Atualmente, as provas mais comuns analisadas pelo CPC Renato Chaves são conteúdos captados por câmeras de vigilância ou câmeras de circuito fechado de TV, interceptações telefônicas autorizadas, gravações de áudio e vídeo em mídia digital ou analógica como aparelhos celulares, computadores, cds, dvds, pen drives, fitas VHS, cassete ou microcassete, entre outros.

Texto: Nil Muniz-CPC
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