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quarta-feira, maio 23, 2012

Seter oferece capacitação para acompanhantes no HOL

                Passar horas acompanhando o tratamento de um familiar no hospital pode ser desgastante, mas é a realidade de muitas pessoas no Hospital Ophir Loyola. Todos os pacientes em sessões de quimioterapia e radioterapia são acompanhados por pais, tios ou irmãos que permanecem por aproximadamente seis horas nas salas dos hospitais. Para preencher esse tempo, a Secretaria de Estado de Trabalho Emprego e Renda (Seter) desenvolveu junto ao Hospital Ophir Loyola (HOL) e a Sociedade de Meio Ambiente Educação e Cidadania (Somec) o Projeto "Tear dos Sonhos", com cursos e oficinas de artesanato que vão atender mais de 1.600 pessoas.
                A maioria dos acompanhantes não possui renda própria porque precisaram largar os empregos para cuidar dos familiares. Esse é caso de Ana Rosa de Moraes, mãe de Felipe Leal, criança em tratamento de quimioterapia. “Eu não tenho como trabalhar com o tratamento que ele faz. Às vezes ele tem que vir todo dia aqui”, conta. Já Francisca de Paula acompanha a irmã há alguns meses, também em tratamento de quimioterapia. “Não tenho um emprego fixo, fazendo esses cursos vai me ajudar bastante a fazer algo, é uma oportunidade”, garante.
                As oficinas começaram nesta semana nos setores de Quimioterapia, Pediatria e no Núcleo de Acolhimento ao Enfermo Egresso (NAEE) do Hospital Ophir Loyola. Segundo a Coordenadora da Classe Hospitalar do HOL, Zoe Cotta, as oficinas foram bem aceitas pelos acompanhantes. “Elas estão aprendendo algo que vai ajudar a vida delas e gerar renda a partir dessas atividades”, afirma. O espaço do hospital está sendo adaptado para atender os cursos, que não necessitam de muito maquinário justamente para se enquadrar ao ambiente. “Quando percebemos a demanda do hospital fomos atrás do apoio da secretaria e estudamos quais setores poderiam receber os cursos”, explica a Coordenadora de Humanização do HOL, Maria Laides.
                Para o presidente da Somec, Joacir Brito, o trabalho é um desafio. “Trabalhar no hospital não é fácil, apesar da nossa experiência em cursos semelhantes com índios, quilombolas e outros. Mas aqui tivemos que realizar várias visitas para entender a dinâmica do hospital e acertar nesse trabalho”, argumenta. Para o diretor de Projetos Especiais da Seter, Gecivaldo Pinheiro, o "Tear dos Sonhos" olha por um grupo de pessoas que estão fragilizadas. “O hospital nos procurou para propor essa parceria porque precisamos amparar essas pessoas que já estão em uma situação difícil, a ideia é ajudá-los a produzir uma renda extra e ocupar um tempo que se tornou ocioso”, defende.

Texto:
Gabriela Azevedo-Seter
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